Solidão e saúde: entenda por que a conexão é vital para a longevidade

Evento em Florianópolis discute como a solidão impacta a vida e propõe novas formas de viver melhor

A solidão deixou de ser apenas uma questão emocional para se tornar um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Pesquisas recentes indicam que o isolamento social está associado ao aumento do risco de mortalidade, com impacto comparável a fatores como tabagismo, sedentarismo e obesidade. Essa realidade coloca a conexão humana como um elemento essencial para uma vida longa e de qualidade.

No Brasil, o crescimento da população acima de 60 anos já é uma realidade e, junto a isso, aumentam os índices de isolamento social, sobretudo entre pessoas que vivem sozinhas ou enfrentam transições importantes, como aposentadoria e mudanças familiares. É nesse contexto que surge o conceito NOLT (New Older Living Trend), uma leitura contemporânea de um movimento global que já é consolidado em países europeus.

O NOLT propõe uma nova forma de pensar a longevidade, integrando comportamento, cidade e relações sociais como elementos fundamentais para viver melhor ao longo do tempo. “A longevidade não é apenas uma questão de tempo de vida, mas de qualidade de vida. E qualidade de vida está diretamente ligada à conexão humana, ao senso de pertencimento e à forma como vivemos em sociedade”, afirma Daline Hällbom, idealizadora do movimento no Brasil e CEO da Söderhem.

Mais do que um conceito, o NOLT parte do princípio de que comportamento não se sustenta isoladamente. Em países como a Suécia, essa lógica já está incorporada à cultura, com cidades e dinâmicas sociais que favorecem autonomia, convivência e bem-estar ao longo da vida. Daline complementa: “Não se trata de segmentar ou isolar, mas de responder a uma transformação real da sociedade. Existe uma diferença importante entre exclusão e intencionalidade e o que estamos propondo é uma nova forma de pensar a longevidade, que começa como uma mudança de mentalidade, mas que inevitavelmente se reflete na forma como estruturamos nossas cidades, relações e estilos de vida.”

Para fomentar esse debate no Brasil, Florianópolis sediou, no dia 2 de abril de 2026, a primeira edição do Encontro NOLT – Longevidade, Comunidade & Novas Ideias. O evento reuniu entre 40 e 60 participantes para uma noite de conversas abertas e troca de experiências, focando em autonomia, saúde, conexão e propósito. A programação foi estruturada a partir de cinco pilares que orientam o conceito de longevidade ativa: moradia e ambiente, tecnologia, saúde preventiva, comunidade e propósito.

Mais do que discutir tendências, o encontro propôs uma reflexão prática sobre como estruturar a vida para que viver mais também signifique viver melhor e, principalmente, viver com conexão. Essa iniciativa está alinhada com transformações internacionais que tratam a longevidade como uma questão estrutural, envolvendo urbanismo, saúde e comportamento.

Daline Hällbom conclui: “O que estamos vendo não é uma tendência passageira, mas uma mudança profunda na forma como a sociedade se organiza. O NOLT é apenas o começo dessa conversa no Brasil.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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