Pacto Nacional contra o Feminicídio envolve empresas na proteção das mulheres

Novo acordo destaca papel do setor corporativo no acolhimento e prevenção da violência doméstica

Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico de 1.470 casos de feminicídio, o que representa uma média trágica de quatro mulheres assassinadas por dia, conforme dados do Ministério da Justiça. Diante desse cenário, a assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, envolvendo os Três Poderes, marca um avanço importante ao ampliar a rede de proteção para além do setor público, incluindo o setor corporativo como aliado estratégico.

Segundo a professora Isis Vicente, coordenadora dos cursos de Criminologia e Investigação Forense e Perícia Criminal da UniCesumar, o ambiente de trabalho é um espaço fundamental para identificar sinais de abuso e acolher vítimas. “A responsabilidade moral da empresa dá-se no sentido de preservar a dignidade e a integridade da colaboradora, enfatizando a função social que a organização ocupa na sociedade”, explica a especialista. Ela ressalta que a violência doméstica também afeta o desempenho profissional, aumentando o absenteísmo e prejudicando o clima organizacional.

Isis destaca que as empresas são ambientes neutros, onde o agressor tem menos controle, o que torna o local ideal para a identificação precoce da violência. Por isso, ignorar o problema não é uma opção. Na prática, as organizações devem estruturar programas de acolhimento, capacitando líderes e equipes para reconhecer sinais de alerta e criando canais de denúncia sigilosos. “O acolhimento precisa ser estruturado, com suporte psicológico e jurídico, e a vítima jamais pode ser julgada ou estigmatizada”, orienta.

O papel do gestor direto é fundamental nesse processo, atuando como uma ponte de confiança. “O líder deverá deixar claro que é um ponto de apoio e que a vítima não está sozinha. Ele nunca deve confrontar a vítima ou o agressor, nem realizar aconselhamentos”, reforça Isis Vicente. A especialista conclui que construir uma cultura de tolerância zero ao machismo e ao assédio, com políticas claras e treinamentos, consolida o ambiente corporativo como seguro e protetivo para as mulheres.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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