Entenda os 4 tipos de obesidade e tratamentos eficazes para cada perfil

Conheça os perfis clínicos da obesidade e as abordagens médicas para um cuidado personalizado

A obesidade é uma doença metabólica complexa que exige um diagnóstico preciso e tratamentos personalizados. Segundo dados do sistema Vigitel, 24,3% da população adulta brasileira vive com obesidade, um aumento significativo em relação a 2006. O Atlas Mundial da Obesidade 2026 alerta que até 2040 mais de 225 milhões de crianças em idade escolar terão obesidade globalmente.

A médica dra. Camila Paes, responsável pelo Programa de Emagrecimento da Casa Paes, destaca que a obesidade não é uma falha pessoal, mas uma condição categorizada em quatro perfis clínicos distintos, cada um com características e tratamentos específicos.

O primeiro perfil é o “Cérebro faminto”, em que o paciente precisa consumir grandes volumes de calorias para sentir saciedade. O cérebro demora a processar o sinal de saciedade, levando a refeições volumosas. O tratamento envolve a regulação do apetite com dietas ricas em fibras e medicações que atuam no sistema nervoso central para promover saciedade mais rápida.

No “Intestino faminto”, o estômago esvazia rapidamente, fazendo a fome retornar em 1 a 2 horas após comer. A saciedade é breve, e o tratamento foca em prolongá-la, com dietas low carb e mais proteínas. A dra. Camila cita o uso de hormônios intestinais modernos, como agonistas do GLP-1 e do GIP, exemplificados por medicações como wegovy, monjauro e retatrutida, que regulam a fome fisiologicamente.

Já a “Obesidade emocional” está ligada à alimentação motivada por emoções, como tristeza e ansiedade, e não pela fome física. O tratamento requer acompanhamento comportamental e medicações que controlam o sistema de recompensa cerebral. A dra. Camila orienta estratégias práticas, como pausas conscientes e técnicas de respiração, para evitar o gatilho do comer emocional.

Por fim, o perfil “Metabolismo lento” apresenta gasto energético muito baixo, dificultando a queima calórica mesmo com restrição alimentar. O tratamento exige exercícios intensos, como HIIT e treinos de resistência, combinados com dieta low carb e reforço proteico pós-treino. A médica alerta que é fundamental preservar a musculatura para manter o emagrecimento e a saúde corporal.

A dra. Camila também destaca a mudança no diagnóstico da obesidade, que abandonou o Índice de Massa Corporal (IMC) em favor da análise da composição corporal, diferenciando gordura de músculo. Ela reforça a urgência de combater o estigma, afirmando: “Associar a obesidade à preguiça ou a desleixo é um erro gigantesco. Isso atrasa o diagnóstico, dificulta o tratamento e aumenta o sofrimento psicológico. Uma obesidade exige um cuidado médico e não um julgamento”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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