Beijo em relações liberais: limite entre desejo e traição no Dia do Beijo
Pesquisa revela que quase metade dos casais liberais vê o beijo como forma de traição
Com a proximidade do Dia do Beijo, celebrado em 13 de abril, um levantamento inédito realizado pelo Sexlog com mais de 7,6 mil brasileiros revela um paradoxo nas relações contemporâneas, especialmente no meio liberal: o beijo, mesmo em encontros casuais e relações abertas, permanece como um dos principais limites emocionais.
Segundo a pesquisa, 50,3% dos entrevistados consideram o beijo tão íntimo quanto o sexo, e 12,8% o veem como ainda mais íntimo. Outros 27,43% afirmam que o significado do beijo varia conforme a situação, indicando que, nas relações atuais, esse gesto é interpretado caso a caso. Gustavo Ferreira, head de marketing do app Ysos, explica que “o beijo aparece para parte delas exatamente nesse lugar”, como um marcador que separa o desejo do envolvimento emocional.
Apesar do contexto liberal, o beijo ainda está muito presente: 91,7% dos usuários afirmam beijar sempre ou na maioria das vezes em encontros casuais. Para 74,69%, o beijo está ligado ao desejo físico, mas quase metade (47,4%) o associa à conexão emocional, e 55,2% ao carinho. Essa dualidade ajuda a entender por que o beijo é um ponto sensível em relações mais abertas, podendo ser apenas físico ou envolver sentimentos.
Outro dado relevante é que 58,56% dos entrevistados já fizeram sexo sem beijar, prática que cresce em dinâmicas casuais. Entre os motivos, destacam-se o pedido da outra pessoa (35,6%), a dinâmica do encontro (33,8%), a falta de conexão (30,3%) e o desejo de evitar envolvimento emocional (20,4%). Para Gustavo, evitar o beijo pode ser uma forma de manter a relação “leve, direta e sem expectativas emocionais.”
Mesmo em relações abertas, o beijo ainda é um limite: 48,76% consideram o beijo na boca uma forma de traição. Contudo, na prática, esse limite é mais flexível, já que 51,31% afirmam que o beijo é permitido, enquanto outros impõem regras específicas. Gustavo destaca que “os relacionamentos são construídos a partir de acordos” e que o beijo costuma ser um dos primeiros temas a gerar divergência, por carregar um significado emocional que nem sempre está alinhado com a proposta do encontro.
Apesar da importância do tema, 38,34% das pessoas nunca discutem o beijo em aplicativos de encontro, mesmo quando outras preferências são combinadas. Segundo Gustavo, “quando expectativas não são alinhadas, especialmente em temas mais subjetivos como o beijo, aumentam as chances de frustração.”
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



