65% das mulheres não se sentem seguras para caminhar à noite sozinhas

Estudo revela como a insegurança urbana limita a autonomia feminina e impacta o bem-estar social

Um estudo recente intitulado “O Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026”, conduzido pela pesquisadora da Ciência da Felicidade Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, revelou que 65% das mulheres brasileiras não se sentem seguras para caminhar sozinhas à noite. Este dado evidencia o impacto da insegurança urbana na autonomia feminina, mostrando que a liberdade de ir e vir tem hora para acabar — e não é por escolha das mulheres.

A pesquisa aponta que essa insegurança vai além do medo imediato de violência. Ela influencia diretamente as rotinas diárias, levando muitas mulheres a escolher trajetos específicos, evitar programas noturnos, depender de companhia ou até mesmo deixar de aproveitar a cidade à noite. “Na prática, a noite deixa de ser um espaço possível para muitas mulheres”, destaca o estudo.

Além disso, o problema não é exclusivo das mulheres. Entre os homens, 40% também relatam sentir insegurança para circular sozinhos à noite, e no total, 53% dos brasileiros afirmam ter essa restrição no cotidiano. Isso mostra que a insegurança é um problema urbano que afeta a população de forma ampla, mas com impacto diferenciado por gênero.

O estudo também relaciona essa sensação de insegurança com a erosão da confiança nas instituições. Segundo Renata Rivetti, “bem-estar não depende apenas de fatores individuais. Ele exige condições externas como segurança, confiança, previsibilidade, que permitem às pessoas viver com mais liberdade”. A falta dessas condições sistêmicas afeta não só a mobilidade, mas também a percepção de pertencimento e a qualidade dos vínculos sociais, elementos essenciais para o bem-estar coletivo.

Apesar desse cenário preocupante, a pesquisa revela um dado positivo: 93% dos brasileiros mantêm esperança em dias melhores, sendo 67% de forma plena e 27% parcialmente. Para Rivetti, essa esperança é uma forma ativa de resistência. Ela ressalta que “o brasileiro desconfia das instituições, mas continua acreditando no futuro. Essa resiliência é real, mas não pode ser confundida com ausência de problemas estruturais que precisam ser enfrentados”.

O levantamento, que contou com 1.500 entrevistas em todas as regiões do país, também apontou que 46% dos entrevistados relataram preocupação frequente, 33% ansiedade e 29% estresse no dia a dia, evidenciando o impacto emocional da insegurança e da desconfiança institucional.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 58 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar