Sete mitos sobre relacionamentos liberais desvendados por especialista

Neuropsicanalista explica ciúme, acordos e amor em relações liberais

No Dia da Mentira, 1º de abril, o Ysos, app de encontros casuais, convidou a neuropsicanalista clínica e especialista em relações contemporâneas Sanny Rodrigues para esclarecer os principais mitos que cercam os relacionamentos liberais. O objetivo é desmistificar ideias equivocadas e apresentar uma visão mais realista sobre esse modelo de relação que desafia paradigmas tradicionais.

Um dos mitos mais comuns é a ideia de que “em relações liberais não existe ciúme”. Segundo Sanny, esse sentimento não desaparece, podendo até surgir com mais intensidade. A diferença está na forma de lidar com o ciúme: “Em vez de ser ignorado ou reprimido, o sentimento precisa ser reconhecido, nomeado e trabalhado.” Ela destaca que essas relações exigem mais maturidade emocional e, com o tempo, algumas pessoas desenvolvem a compersão, que é a capacidade de sentir alegria ao ver o parceiro sendo amado por outras pessoas.

Outro equívoco frequente é pensar que “não existem regras” nesses relacionamentos. Na prática, são altamente estruturados, com muitos acordos construídos de forma consciente entre os envolvidos. “Não existe fórmula pronta: cada relação cria seus próprios combinados, com base no que faz sentido para todos”, afirma a especialista.

Sobre o amor, há a crença de que “não existe amor de verdade” em relações liberais, por não haver exclusividade. Sanny explica que o que sustenta o amor é a qualidade da conexão, o cuidado e a responsabilidade emocional, e não a exclusividade. Ela reforça que vínculos profundos, éticos e afetivos são possíveis nesse tipo de relação.

A ideia de que relacionamentos liberais são “só uma desculpa para trair” também é desmentida. Traição está ligada à quebra de acordos, não ao número de pessoas envolvidas. Relações abertas sem diálogo e preparo podem se tornar desorganizadas, mas isso não caracteriza o modelo em si, e sim a falta de responsabilidade emocional.

Quanto à sustentabilidade, a especialista ressalta que esses relacionamentos podem durar anos com estabilidade e afeto, desde que haja comunicação constante, revisão de acordos e maturidade emocional. “Dão trabalho, como qualquer vínculo que funcione de verdade”, comenta.

Sanny destaca ainda que relacionamentos liberais não são uma moda passageira, mas uma tentativa de construir relações mais conscientes, alinhadas com valores pessoais. Por fim, ela esclarece que esse modelo não é para todo mundo, e o problema está na forma como é vivido, não no modelo escolhido.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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