Primeira Miss Bumbum sofre hostilização por usar camisa de Vini Jr. em estádio
Rosana Ferreira comenta preconceito contra mulheres torcedoras em jogos de futebol
Rosana Ferreira, influenciadora e primeira vencedora do Miss Bumbum Brasil, de 38 anos, compartilhou uma experiência recente de hostilização enquanto assistia a uma partida de futebol. No dia 20 de janeiro, durante o jogo entre Real Madrid e AS Monaco no Santiago Bernabéu Stadium, em Madrid, Rosana usava uma camisa do jogador Vini Jr. e foi alvo de comentários negativos.
Segundo Rosana, os ataques começaram de maneira indireta, mas logo se tornaram explícitos. “Eu estava ali como qualquer torcedora, usando a camisa, e começaram a fazer comentários. Teve gente que me chamou de ‘Maria chuteira’, como se eu estivesse ali por outro motivo”, relatou.
A influenciadora destacou que o episódio evidencia um comportamento ainda presente em ambientes esportivos: a dificuldade de aceitar mulheres como torcedoras legítimas. “É como se a mulher não pudesse gostar de futebol sem ser rotulada. Sempre tem uma tentativa de colocar isso em outro lugar”, afirmou.
Rosana Ferreira observou que, enquanto os homens não são questionados sobre sua presença nos estádios, as mulheres, especialmente quando “produzidas”, acabam tendo sua paixão pelo esporte colocada em dúvida. “Quando é homem, ninguém questiona por que ele está ali. Quando é mulher, principalmente se estiver produzida, já criam uma narrativa”, comentou.
Ao falar sobre o assunto, Rosana buscou abrir um diálogo sobre o preconceito e o julgamento naturalizados em relação às mulheres que acompanham futebol. “Não foi nada grave, mas mostra como esse tipo de julgamento ainda acontece de forma natural”, disse.
Para ela, é importante que o futebol evolua nesse aspecto, reconhecendo que as mulheres podem estar no estádio simplesmente porque gostam do esporte, acompanham os jogos e querem assistir ao time jogar. “A mulher pode estar ali porque gosta, porque acompanha, porque quer assistir ao jogo. Não precisa ter outra justificativa”, enfatizou.
Rosana finalizou refletindo sobre a experiência: “Eu fui como torcedora, mas saí com essa reflexão. Ainda existe muito julgamento em cima disso”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



