Falhas na pílula alertam mulheres com TDAH e autismo sobre contracepção

Métodos de longa duração ganham destaque para quem enfrenta dificuldades com rotina diária

O uso da pílula anticoncepcional pode ser um desafio para mulheres com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), devido a dificuldades relacionadas à organização e memória. Tassia Ginciene, diretora de Relações Institucionais da Organon, compartilha sua experiência pessoal após receber o diagnóstico de TDAH aos 39 anos, que explicou os obstáculos enfrentados desde a infância, incluindo a irregularidade no uso da pílula.

Tassia relata: “Sempre tive muita dificuldade com a tomada diária da pílula. Era irregular e isso me colocava em risco de uma gravidez não planejada. Em algumas situações, acabei recorrendo à pílula do dia seguinte para me sentir mais segura.” Essa situação reflete um problema mais amplo, já que o TDAH afeta 5,2% dos brasileiros entre 18 e 44 anos, e o autismo cerca de 1 em cada 100 pessoas, segundo dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) e organizações internacionais.

Estudos indicam que o uso típico da pílula, sujeito a esquecimentos, apresenta uma taxa de falha de aproximadamente 7% ao ano. Por isso, é fundamental que profissionais de saúde considerem o perfil da paciente ao indicar métodos contraceptivos. Nesse cenário, os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs), como o implante subdérmico de etonogestrel e dispositivos intrauterinos, são opções que não dependem da lembrança diária.

O implante subdérmico é destacado por sua alta eficácia, com taxa de 99,95%, superior até à laqueadura. Após orientação médica, Tassia optou por esse método: “Eu não queria mais recorrer com frequência à pílula do dia seguinte, então conversei com meu ginecologista, que recomendou um método de longa duração que não dependesse da minha memória.” Ela conta que essa mudança trouxe mais tranquilidade e segurança para sua vida.

Além do relato pessoal, Tassia ressalta a importância de ampliar o debate sobre neurodivergência na vida adulta, especialmente no aconselhamento reprodutivo. “A neurodivergência ainda é pouco discutida nessa fase da vida. É fundamental que profissionais de saúde considerem essas questões no aconselhamento reprodutivo, inclusive perguntando sobre dificuldades com a tomada diária, porque os LARCs podem ser uma ferramenta libertadora”, afirma.

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, Tassia chama atenção para a lacuna existente no entendimento do impacto da neurodivergência na adesão a tratamentos contínuos, como a contracepção. Ela conclui: “Durante muito tempo, achei que era uma falha minha não conseguir manter a rotina da pílula. Hoje entendo que existem alternativas mais adequadas para diferentes perfis. Quando você encontra um método que funciona para você, muda tudo: traz segurança, autonomia e tranquilidade.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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