Engravidar após os 50: limites e possibilidades da maternidade tardia

Conheça a história de Margareth e os desafios da gravidez depois dos 50 anos

A decisão de engravidar depois dos 50 anos tem despertado cada vez mais interesse, mas ainda gera dúvidas e julgamentos. Margareth Mata, aos 56 anos, surpreendeu ao realizar uma gestação por fertilização in vitro, mesmo com os filhos já adultos. Sua história revela a complexidade e os desafios da maternidade tardia, um tema que ganha destaque com o avanço da medicina reprodutiva.

Margareth conta que o desejo de ter mais um filho nunca desapareceu, apenas foi adiado. “O desejo de ter mais um filho nunca foi completamente embora. Ele apenas ficou guardado, esperando o momento em que fosse impossível ignorá-lo”, afirma. Apesar das conversas delicadas e da resistência inicial do marido, ela decidiu seguir seu sonho. A gravidez, realizada por fertilização in vitro, transformou a rotina da família e trouxe um significado especial, especialmente pela lembrança da mãe de Margareth, que sonhou com o bebê antes do nascimento.

No entanto, especialistas alertam para os limites biológicos dessa escolha. A Dra. Thaís Domingues, especialista em reprodução humana, explica que a chance de engravidar naturalmente após os 45 anos é inferior a 1% quando se usam óvulos próprios. “De três a cinco anos antes da menopausa a chance de engravidar naturalmente já é menor que 5%, e após os 45 essa probabilidade pode ser inferior a 1% com óvulos próprios”, esclarece. Além disso, há riscos aumentados de alterações cromossômicas, aborto espontâneo e complicações na gestação, como pressão alta e diabetes gestacional.

Para mulheres acima dos 43 anos, a fertilização in vitro é frequentemente indicada, e após os 45, o uso de óvulos doados é comum para aumentar as chances de sucesso. “Quando a paciente recebe um óvulo de uma mulher jovem, ela passa a ter a chance de gravidez daquela idade. Isso melhora as possibilidades, mas não elimina completamente os riscos relacionados à idade materna”, afirma a Dra. Thaís. No Brasil, recomenda-se que esses tratamentos sejam realizados até os 50 anos, sempre com acompanhamento médico rigoroso.

Margareth reconhece que sua escolha provoca olhares e questionamentos, mas não se deixa abalar. “Eu sabia que muita gente ia questionar, e isso acontece até hoje… Mas isso não interfere na minha escolha, não me importo. O que eu sei é que, se eu não tivesse tentado, ia carregar essa vontade para sempre”, revela. Sua história exemplifica o conflito entre o desejo, o tempo e os limites do corpo feminino, mostrando que a maternidade tardia, apesar de rara e complexa, pode ser uma realidade para algumas mulheres.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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