Por que 30% das empresas fecham antes de cinco anos no Brasil

Entusiasmo não basta; planejamento financeiro e gestão são essenciais para a sobrevivência

Quase 30% das empresas brasileiras fecham antes de completar cinco anos, revela levantamento do IBGE em 2024. Essa taxa de sobrevivência de 71,9% evidencia os desafios enfrentados por pequenos negócios, especialmente aqueles que iniciam sem capital de giro, reserva financeira ou planejamento adequado.

Para a educadora e empreendedora digital Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Jóias, o entusiasmo inicial não é suficiente para garantir a continuidade do negócio. “Muita gente começa motivada por uma necessidade imediata de renda, mas sem clareza de público, margem e fluxo de caixa. O entusiasmo não substitui método”, afirma.

Dados do Sebrae reforçam que o acesso restrito a crédito e a ausência de gestão estruturada são fatores que contribuem para o encerramento precoce das atividades, principalmente entre microempreendedores individuais, onde a informalidade e a falta de planejamento são gargalos recorrentes.

Sabrina destaca que o problema vai além da falta de dinheiro: “Educação prática reduz erro. Quando a pessoa entende precificação, custo fixo e variável e posicionamento, ela evita decisões impulsivas que comprometem o caixa nos primeiros meses”.

O mês de março é um período crítico para novos negócios, pois projetos iniciados no começo do ano passam da fase de intenção para a execução. É nesse momento que o risco de desistência aumenta diante dos primeiros custos e da ausência de retorno imediato. “É quando o empreendedor percebe que vender não é apenas postar produto. Existe estratégia, análise de concorrência e construção de marca”, explica Sabrina.

No comércio eletrônico, setor que deve crescer próximo de dois dígitos em 2026, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a competição elevada exige diferenciação e gestão profissional. Para reduzir riscos, Sabrina indica três medidas básicas:

1. Planejamento financeiro simples: organizar custos fixos e variáveis antes das vendas evita decisões precipitadas e ajuda a dimensionar o capital necessário para os primeiros meses.
2. Definição clara de público: entender para quem se vende permite ajustar comunicação, oferta e precificação, reduzindo desperdício em divulgação.
3. Acompanhamento de indicadores básicos: monitorar semanalmente métricas como custo de aquisição de cliente e ticket médio ajuda a identificar se a operação é viável ou precisa de ajustes.

A empreendedora reforça que transformar intenção em negócio sustentável depende mais do preparo técnico do que do aporte financeiro inicial. A educação prática e o acompanhamento constante são fatores que aumentam a chance de permanência no mercado e reduzem erros comuns nos primeiros meses de atividade.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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