Páscoa e Chocolate: 8 fatos para consumir com equilíbrio e sem culpa
Nutricionista do CEJAM explica mitos, benefícios e cuidados na escolha do chocolate
Com a chegada da Páscoa, o chocolate se torna o alimento mais desejado, despertando curiosidade sobre seus efeitos e benefícios. A nutricionista Flavia Arruda, da Santa Casa de São Roque, gerenciada pelo CEJAM, esclarece os principais mitos e verdades sobre esse doce tão consumido na data.
O chocolate ativa áreas cerebrais relacionadas ao prazer e à recompensa, estimulando a liberação de neurotransmissores como serotonina, endorfina e dopamina. “Ele pode trazer uma sensação de conforto, mas não deve ser visto como a solução para questões emocionais complexas”, alerta a especialista. Isso explica por que o chocolate é tão irresistível, indo além do sabor.
Nem todos os chocolates são iguais. As opções com maior teor de cacau possuem mais compostos bioativos e menos açúcar, enquanto os chocolates ao leite e branco apresentam maior quantidade de gorduras e açúcares adicionados. O cacau é rico em flavonoides, antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, contribuindo para a proteção cardiovascular e a melhora da circulação sanguínea. “Quanto mais amargo, maior a presença de antioxidantes”, destaca Flavia.
Por outro lado, o consumo excessivo pode causar efeitos negativos. Em curto prazo, o alto teor de gordura e açúcar pode provocar enjoos, diarreia e dor abdominal. A longo prazo, está associado ao ganho de peso, aumento da glicemia, alterações no colesterol e até crises de enxaqueca. Por isso, o equilíbrio é fundamental.
Segundo a nutricionista, pequenas porções na rotina são mais saudáveis do que alternar entre restrição severa e exagero, um padrão comum na Páscoa. “Quando consumido com moderação, o doce pode, sim, fazer parte de uma alimentação equilibrada”, explica.
Curiosamente, o chocolate nem sempre foi doce. Antes de se popularizar como sobremesa, o cacau era consumido por civilizações antigas como uma bebida amarga e ritualística. A versão branca, embora classificada como chocolate pela Anvisa por conter manteiga de cacau, não possui a massa da fruta, onde estão os compostos benéficos, e pode apresentar maior valor calórico.
Além disso, o cacau já foi usado como moeda e símbolo de status em civilizações pré-colombianas, o que reforça seu valor emocional e afetivo, especialmente na Páscoa, quando presentear com chocolate é um gesto carregado de significado.
O CEJAM, responsável pela assessoria da nutricionista, reforça que o mais importante é fazer escolhas conscientes para aproveitar a data sem prejuízos e até com benefícios para o bem-estar. Assim, o chocolate deixa de ser vilão e pode ser um aliado na celebração da Páscoa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



