Fake news sobre saúde infantil: mitos que prejudicam tratamentos respiratórios

Especialistas do Sabará Hospital Infantil esclarecem dúvidas sobre alergias, asma e tosse

A circulação de informações falsas ou distorcidas sobre cuidados respiratórios infantis preocupa especialistas do Sabará Hospital Infantil, que alertam para os riscos que essas fake news podem trazer ao tratamento de crianças. Procedimentos simples, como a lavagem nasal, o uso correto da bombinha para asma e o manejo adequado da tosse ainda são cercados de dúvidas e desinformação, o que pode comprometer a saúde dos pequenos.

A alergologista e imunologista Dra. Alessandra Miramontes destaca que “mitos sobre lavagem nasal, asma e tosse continuam gerando dúvidas entre pais e cuidadores e podem comprometer o controle adequado de doenças respiratórias comuns na infância, dificultando as práticas seguras, eficazes e respaldadas pela ciência”. Por isso, é fundamental esclarecer algumas dessas informações equivocadas.

Um dos mitos mais comuns é que a lavagem nasal causaria otite em crianças. Segundo a especialista, não há evidência científica que comprove isso. “Quando feita corretamente, a lavagem nasal pode ser benéfica, especialmente em crianças com rinite alérgica, ao ajudar a remover secreções, alérgenos e agentes infecciosos e melhorar a função mucociliar.” A técnica segura depende do uso de solução salina isotônica, volume adequado à idade e dispositivos apropriados, sempre respeitando o conforto da criança.

Outro equívoco frequente é a ideia de que a bombinha para asma causa vício ou dependência. A Dra. Alessandra explica que “o uso de bombinhas para asma não causa dependência: os dispositivos atuais são seguros e não prejudicam o coração, inclusive em crianças.” Ela reforça que o uso excessivo da bombinha de alívio indica falta de controle da doença e necessidade de reavaliação médica.

Também é mito que pessoas com asma devem evitar atividades físicas. Pelo contrário, o exercício é recomendado desde que a asma esteja controlada, melhorando a capacidade respiratória e a qualidade de vida. Medidas como aquecimento prévio e uso de broncodilatador antes do esforço ajudam a prevenir sintomas.

Quanto à tosse, que é um mecanismo de defesa do organismo, a recomendação é investigar sua causa antes de usar xaropes vendidos sem prescrição, que podem não trazer benefícios e causar efeitos adversos. Medidas simples como hidratação, lavagem nasal e controle do ambiente são eficazes. O mel é seguro para crianças maiores de 1 ano e pode reduzir a frequência da tosse, enquanto medicamentos homeopáticos não têm eficácia comprovada.

Por fim, a prednisolona não é um xarope para tosse, mas um corticoide oral indicado para exacerbações de asma, e seu uso indiscriminado deve ser evitado devido aos riscos de efeitos colaterais.

“Combat­er fake news em saúde é fundamental para garantir tratamentos seguros e eficazes. Procure sempre por orientação médica qualificada e informação baseada em evidência científica, pois elas são as principais aliadas das famílias no cuidado com a saúde respiratória das crianças mantendo a infância saudável durante todo seu desenvolvimento”, conclui a Dra. Alessandra.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Sabará Hospital Infantil.

Conceito visual principal: hospital infantil, cuidados respiratórios, crianças, equipamentos médicos, ambiente clínico, saúde, tratamento, especialistas, segurança, ciência.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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