Equidade de gênero: estratégia essencial para inovação e lucratividade nas empresas
Como a diversidade feminina nas lideranças impacta o desempenho e a cultura corporativa
A equidade de gênero deixou de ser apenas uma pauta social para se tornar uma estratégia fundamental nas empresas, com impacto direto no desempenho, inovação e lucratividade. Durante o mês da Mulher, muitas organizações promovem homenagens e mensagens de reconhecimento, mas especialistas alertam que é necessário ir além de ações simbólicas. A diversidade nas lideranças deve ser uma prática permanente ao longo do ano.
Franciane Fenólio, Chief Human Resources Officer (CHRO) e sócia da Hera.Build, startup especializada em integrar dados e automatizar processos por meio de inteligência artificial, destaca que a verdadeira gestão corporativa se manifesta em políticas e decisões que transformam a realidade das organizações, “desde o chão de fábrica até as salas de conselho”. Segundo ela, “não se trata apenas de homenagens ou campanhas pontuais. O que as mulheres esperam das corporações é igualdade de oportunidades, respeito e segurança psicológica para desenvolver suas carreiras”.
Estudos reforçam a importância da diversidade feminina nas lideranças. Pesquisa da McKinsey & Company indica que companhias com mais de 30% de mulheres em cargos de liderança têm 25% mais probabilidade de alcançar lucratividade acima da média do setor. Além disso, levantamento da Boston Consulting Group revela que equipes executivas diversas podem gerar receitas de inovação até 19% superiores em comparação com empresas menos diversas.
Apesar desses dados, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para reter talentos femininos em posições de gestão. Entre os desafios estão a falta de suporte em momentos críticos da vida profissional e pessoal, além de práticas culturais que limitam a participação feminina em processos decisórios. Franciane cita situações como “interrupções recorrentes em reuniões (fenômeno conhecido como ‘manterrupting’) ou vieses inconscientes em processos de promoção” que podem levar à perda de talentos estratégicos.
Para avançar na construção de ambientes corporativos mais equitativos, a especialista recomenda medidas como equidade salarial com transparência nos processos de remuneração, promoção de uma cultura acolhedora — especialmente para mulheres grávidas, mães solo e profissionais em diferentes fases da vida — e programas de mentoria e patrocínio para ampliar a presença feminina em cargos estratégicos. O engajamento de homens em posições de liderança também é apontado como fator-chave para impulsionar mudanças consistentes na cultura organizacional.
Franciane conclui que “a cultura corporativa reflete diretamente aquilo que as empresas toleram e incentivam; por isso, quando há um compromisso consistente com equidade e bem-estar, os impactos se tornam visíveis não apenas no clima organizacional, mas também no desempenho do negócio”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



