Cinco sinais de autismo em adultos que você precisa conhecer

Entenda como identificar o TEA na vida adulta e a importância do diagnóstico

No mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é fundamental ampliar o olhar para além da infância e reconhecer os sinais do autismo em adultos. Muitas vezes invisível, esse grupo pode passar décadas sem um diagnóstico correto, o que dificulta o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para enfrentar os desafios cotidianos.

Segundo o neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Edson Issamu Yokoo, o autismo não desaparece com a idade, mas se adapta. “O adulto autista gasta uma energia mental imensa tentando parecer neurotípico, o que leva à exaustão crônica e muitas vezes também a diagnósticos equivocados de ansiedade ou depressão.” Essa adaptação é conhecida como masking, uma camuflagem social que dificulta a identificação dos sinais.

Confira cinco sinais que podem indicar autismo em adultos:

1. Exaustão pós-social: O esforço para imitar interações sociais e disfarçar comportamentos associados ao TEA provoca um cansaço mental e emocional intenso. “A necessidade de shutdown (retirada total) ou meltdown (sobrecarga com perda de controle) após a exposição social torna-se um padrão”, explica o neurologista.

2. Dificuldade de autonomia: Funções executivas como planejamento, organização e execução são frequentemente prejudicadas. Isso pode se manifestar na dificuldade em gerir finanças, planejar rotinas e manter a casa. A “paralisia da tarefa” é comum, quando a pessoa não consegue iniciar ou continuar atividades importantes, mesmo reconhecendo sua urgência.

3. Rigidez cognitiva: A necessidade de previsibilidade e estrutura é central. Mudanças inesperadas, interrupções ou ruídos podem gerar altos níveis de estresse e ansiedade, resultando em irritabilidade ou explosões emocionais, que podem ser confundidas com transtornos de humor.

4. Sinais sensoriais discretos ou stimming: Movimentos repetitivos e autoestimulatórios continuam na vida adulta, mas de forma mais sutil, como balançar o pé, morder a bochecha ou manipular objetos pequenos. Hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos sensoriais como luzes e sons também impactam a qualidade de vida.

5. Falha na empatia intuitiva: Adultos autistas desenvolvem uma empatia cognitiva baseada em regras, mas têm dificuldade em interpretar sinais não-verbais e nuances emocionais. Isso pode causar mal-entendidos e dificultar amizades profundas. O hiperfoco em interesses específicos também pode prejudicar conversas casuais.

O diagnóstico tardio do TEA não busca uma “cura”, mas oferece um novo entendimento da própria história. “Ele traz a validação de que as dificuldades enfrentadas não são falhas de caráter ou mau humor, mas sim uma condição neurológica que exige estratégias de enfrentamento específicas”, conclui Yokoo.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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