Chocolate 80% cacau: benefícios para hormônios e saúde cardiovascular

Flavonoides do cacau atuam no cérebro, metabolismo e proteção do coração

Muito além do sabor doce, o chocolate com alto teor de cacau (80-90%) pode ser um aliado da saúde metabólica, cardiovascular e hormonal, especialmente para o público feminino. Segundo os especialistas Otávio Morais, endocrinologista, e Agnnes Baliero, nutróloga esportiva, ambos do Instituto Nutrindo Ideais, os flavonoides presentes no cacau são os principais responsáveis por esses benefícios.

O endocrinologista Otávio Morais destaca que o cacau ativa o sistema de recompensa cerebral, estimulando neurotransmissores como a dopamina, associada à sensação de prazer e motivação. “O chocolate com alta concentração de cacau ativa o sistema de recompensa do cérebro, aumentando a dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer, conquista e motivação”, afirma. Além disso, o cacau influencia vias ligadas à serotonina, podendo impactar positivamente o humor, a ansiedade e até a qualidade do sono. Outro composto importante é a teobromina, que promove um estado de alerta mais estável que a cafeína, ajudando no controle da compulsão alimentar quando consumido estrategicamente.

No campo cardiovascular, os flavonoides do cacau aumentam a produção de óxido nítrico, substância que promove vasodilatação e melhora a função dos vasos sanguíneos. Isso pode resultar em benefícios clínicos, como a redução da pressão arterial. Otávio ressalta também que o chocolate amargo ajuda a reduzir a oxidação do LDL, um fator ligado à formação de placas ateroscleróticas, e pode diminuir marcadores inflamatórios. “Não basta observar apenas o número do colesterol. Precisamos analisar o comportamento metabólico como um todo”, explica.

A nutróloga Agnnes Baliero complementa que os polifenóis do cacau, especialmente os flavonoides, melhoram a sensibilidade à insulina, facilitando o uso da glicose pelo organismo. Eles também possuem ação antioxidante, reduzindo inflamação e estresse oxidativo, fatores importantes no desenvolvimento de doenças metabólicas. Além disso, a melhora da circulação sanguínea favorece a oxigenação e a nutrição das células, impactando a saúde metabólica e o desempenho físico.

Sobre o foco e a energia, Agnnes destaca que a teobromina e pequenas quantidades de cafeína presentes no cacau promovem um aumento estável da atenção, sem os picos e quedas comuns a estimulantes mais fortes. A feniletilamina, outro composto do cacau, está associada à sensação de prazer e bem-estar, podendo influenciar positivamente a performance física e mental.

Embora o chocolate amargo não seja um pré-treino tradicional, ele pode auxiliar na recuperação muscular, graças ao efeito antioxidante dos flavonoides, que reduzem o estresse oxidativo pós-exercício. Para garantir os benefícios, Otávio Morais recomenda o consumo diário de 20 a 30 gramas de chocolate com pelo menos 80% de cacau, preferencialmente após as refeições, para minimizar o impacto glicêmico e evitar episódios de descontrole alimentar. “Quando o paciente aprende a usar o chocolate de forma estratégica, costuma ter mais adesão à dieta, menos compulsão e melhores resultados metabólicos”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 67 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar