Gripe avança mais cedo e hospitalizações em idosos crescem 153% em 2026
Dados mostram aumento expressivo de casos graves e reforçam importância da vacinação para 60+
O avanço precoce da gripe em 2026 tem causado um aumento significativo nas hospitalizações de pessoas com 60 anos ou mais. Dados parciais do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) mostram que, entre janeiro e a segunda semana de março deste ano, houve um crescimento de 153% nas internações dessa faixa etária em comparação ao mesmo período de 2025.
Esse aumento se soma ao cenário preocupante de 2025, quando as hospitalizações por influenza entre idosos cresceram 134,7% durante a temporada do vírus (março a agosto), passando de 6.448 para 15.136 casos. Além disso, as internações em UTI aumentaram 130,9% e os óbitos, 148% no mesmo período.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que a circulação do vírus poderia começar mais cedo em 2026 e causar maior impacto. A infectologista Nancy Bellei, professora da Unifesp e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que “o comportamento do vírus neste ano indica uma presença mais precoce e contínua” e destaca que “o vírus que predomina neste ano é mais transmissível. Não é mais grave, mas se espalha com mais facilidade”.
A gripe representa um risco elevado para idosos devido à imunossenescência, que reduz a capacidade do sistema imunológico de responder a infecções. A influenza pode desencadear complicações graves como pneumonias, descompensação de doenças crônicas e eventos cardiovasculares, conforme ressaltado pela médica geriatra Dra. Maisa Kairalla.
Especialistas reforçam que a vacinação anual é a principal ferramenta para diminuir hospitalizações e mortes. Rosana Richtmann, infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirma que “a vacinação é essencial porque reduz a gravidade da doença e os desfechos mais críticos”. O cardiologista Mucio Tavares destaca que a vacinação também protege contra eventos cardiovasculares graves desencadeados pela gripe, como infarto e AVC.
Uma análise envolvendo mais de 466 mil idosos mostrou que a vacina de alta dose reduz em até 31,9% as hospitalizações por gripe confirmada, além de diminuir internações por pneumonia e doenças cardiorrespiratórias. O Dr. Múcio Tavares de Oliveira Junior explica que “a vacina de alta dose é significativamente mais eficaz do que a dose padrão na prevenção de hospitalizações”.
Apesar da importância da imunização, a cobertura vacinal no Brasil ainda é baixa, com apenas 33% na região Norte e 53% nas demais regiões entre pessoas com 60 anos ou mais. Muitos idosos hospitalizados não estavam vacinados, o que reforça a necessidade de conscientização.
A pneumologista Margareth Dalcolmo destaca que “a informação de qualidade é essencial para aumentar a adesão à vacinação”. A infectologista Nancy Bellei orienta que “a temporada já começou, então é importante se vacinar o quanto antes”, lembrando que a proteção demora cerca de duas semanas para ser efetiva.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



