Entenda os níveis de suporte do espectro autista e suas diferenças essenciais
Conheça as características e necessidades de cada nível para um acompanhamento adequado
O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, reforça a importância de compreender as diferentes necessidades das pessoas dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo dados do IBGE de 2025, cerca de 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico positivo para o transtorno, o que representa quase 1,2% da população.
Desde 2013, a American Psychiatric Association adotou uma nova forma de classificar o TEA, baseada nos níveis de suporte necessários para o dia a dia, substituindo antigas categorias como Síndrome de Asperger. São três níveis que indicam a intensidade das dificuldades enfrentadas.
No nível 1, a pessoa apresenta dificuldades sociais e de comunicação que demandam suporte pontual, permitindo maior autonomia. Thaís Nakayama, psiquiatra e professora da Afya Educação Médica Curitiba, destaca que “muitas pessoas nesse nível recebem o diagnóstico de forma tardia, por apresentarem uma vida relativamente funcional”. Elas podem enfrentar desafios como intolerância a estímulos sensoriais e dificuldades de socialização. O suporte pode incluir adaptações simples, como o uso de abafadores para sons ou ambientes com menos estímulos.
O nível 2 exige apoio frequente e estruturado devido a limitações mais evidentes na interação social e rigidez comportamental. Já o nível 3 é caracterizado por dificuldades intensas, incluindo comunicação limitada ou não-verbal, e alta dependência para atividades diárias, necessitando de suporte contínuo. Thaís explica que “uma pessoa no nível 3, por exemplo, muitas vezes não desenvolve a comunicação verbal, o que exige de familiares e cuidadores um aprendizado para reconhecer a forma como a pessoa se comunica”.
O acompanhamento adequado pode influenciar positivamente o desenvolvimento dos indivíduos. “Muitos fatores podem influenciar a evolução de um quadro. Alguns pacientes podem, sim, apresentar um ótimo desenvolvimento e, com o tempo, desenvolver habilidade e ser mais tolerantes a incômodos”, afirma a psiquiatra. Para isso, o diagnóstico precoce, terapias específicas, psicoeducação dos cuidadores e acompanhamento multidisciplinar são fundamentais.
O diagnóstico do autismo envolve a identificação de dificuldades na linguagem, comunicação, processamento sensorial e comportamento. Sinais como atraso na linguagem, baixo contato visual, dificuldade em regular emoções e intolerância a estímulos sonoros são indicativos importantes. Thaís reforça que “esses sinais servem de alerta para pais e responsáveis, indicando que seria importante uma avaliação médica especializada”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Afya Educação Médica Curitiba, que também destaca a importância da educação e do suporte médico para o desenvolvimento das pessoas com TEA.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



