Associação Brasil Parkinson exige mudanças urgentes no SUS para diagnóstico e tratamento
Carta aberta destaca desafios e propõe avanços no cuidado integral da doença no Brasil
Abril, mês de conscientização da Doença de Parkinson, traz um alerta importante para a saúde pública brasileira. A Associação Brasil Parkinson (ABP) divulgou uma carta aberta à sociedade, à classe médica e aos gestores públicos, assinada pela presidente Dra. Erica Tardelli, que destaca a necessidade urgente de mudanças no Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar essa condição neurológica que mais cresce no mundo.
Segundo dados apresentados, o Parkinson atinge cerca de 1% da população mundial e mais de 200 mil brasileiros já convivem com a doença. Estimativas indicam que até 2060 esse número poderá ultrapassar 1 milhão no país, devido ao envelhecimento populacional. A ABP reforça que, apesar dos avanços médicos, o diagnóstico ainda é tardio e o tratamento inadequado, centrado principalmente na medicação.
A carta aberta ressalta que a doença não deve ser reduzida apenas ao tremor, pois ela afeta autonomia, comunicação, mobilidade e qualidade de vida, impactando também a rede de apoio dos pacientes. O documento aponta falhas no acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento multidisciplinar, que inclui fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e suporte psicológico — essenciais para manter a funcionalidade dos pacientes.
A Associação Brasil Parkinson propõe três frentes prioritárias para o avanço no país:
1. Diagnóstico precoce e qualificado: ampliar a capacitação dos profissionais da atenção primária para identificar sinais iniciais e encaminhar adequadamente, reduzindo o tempo entre sintomas e diagnóstico.
2. Cuidado integral no SUS: incorporar de forma estruturada terapias complementares além da medicação, garantindo acompanhamento contínuo e suporte multidisciplinar aos pacientes.
3. Políticas públicas sustentáveis e baseadas em evidência: incluir o Parkinson nas agendas de saúde pública com planejamento e financiamento adequados para enfrentar o crescimento dos casos.
Dra. Erica Tardelli reforça que “mais do que ampliar o debate, é preciso transformá-lo em ação”, convocando gestores, profissionais de saúde e a sociedade a assumirem compromisso com o cuidado humanizado e eficaz. A ABP, com 40 anos de atuação, se coloca como parceira técnica e institucional para fortalecer políticas públicas que promovam saúde, bem-estar e reduzam desigualdades no acesso ao tratamento.
Este manifesto reforça a importância de um olhar mais profundo e responsável sobre o Parkinson, especialmente para as mulheres que convivem com a doença e suas famílias, ressaltando que cuidar dessas pessoas é preservar sua dignidade e autonomia. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal em 10 palavras: diagnóstico, tratamento, multidisciplinar, saúde, envelhecimento, reabilitação, apoio, autonomia, qualidade de vida, SUS.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



