Vacinação adulta no Brasil está abaixo da meta e preocupa especialistas
Cobertura vacinal inferior a 5% em alguns casos alerta para riscos à saúde coletiva
A vacinação em adultos no Brasil permanece abaixo da meta ideal, acendendo um alerta importante para a saúde pública. Apesar do país contar com um dos maiores programas públicos de imunização do mundo, a cobertura vacinal na população adulta não alcança o esperado, chegando a índices inferiores a 5% em alguns casos, como o da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a meta mínima para garantir proteção coletiva é de 95%. No entanto, dados do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) indicam que a cobertura da tríplice viral em adultos gira em torno de 4,7%, evidenciando um distanciamento preocupante em relação ao recomendado.
Um dos motivos para essa baixa adesão é a percepção equivocada de que a vacinação é restrita à infância. A enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, explica que “muitos brasileiros abandonam a caderneta vacinal ao longo da vida, seja por falta de informação ou pela ausência de campanhas direcionadas a esse público”. Ela alerta que “a vacinação é uma estratégia de proteção ao longo de toda a vida. Quando o adulto deixa de se vacinar, ele não apenas se expõe a doenças evitáveis, como também contribui para a circulação desses vírus e bactérias na população”.
Além da tríplice viral, outras vacinas importantes para adultos incluem reforços contra tétano e difteria, hepatite B, febre amarela, além de imunizações específicas conforme faixa etária ou condições de saúde, como contra gripe, pneumonia, HPV e herpes-zóster. Esta última é recomendada especialmente para adultos a partir dos 50 anos, prevenindo a reativação do vírus da catapora.
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) destaca que a queda na cobertura vacinal pode levar ao aumento do risco de reintrodução e circulação de doenças que estavam controladas no país. Elisa Lino reforça que “elas não desaparecem, ficam sob controle enquanto a população está protegida. Quando a cobertura cai, o risco de novos casos volta a crescer”.
Diante desse cenário, a recomendação é que os adultos revisem sua carteira de vacinação com um profissional de saúde para garantir que todas as doses estejam atualizadas. “Muitas vezes, a pessoa acredita que está protegida, mas já perdeu o prazo de reforço ou deixou de tomar alguma dose importante”, complementa a especialista.
Manter o calendário vacinal em dia não é apenas uma proteção individual, mas uma medida coletiva que ajuda a reduzir a circulação de agentes infecciosos e protege grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



