Quase metade dos cuidadores no Brasil dedica nove horas diárias a familiares

Pesquisa revela rotina intensa e desafios enfrentados por cuidadores não profissionais, principalmente mulheres

Cuidar de familiares no Brasil tem se tornado uma atividade de tempo integral para muitos. Uma pesquisa nacional realizada pela HSR Health, parte do Grupo HSR Specialist Researchers, revelou que quase metade dos cuidadores brasileiros dedica pelo menos nove horas por dia a essa tarefa. A rotina envolve cuidados essenciais como alimentação, higiene, administração de medicamentos e supervisão constante.

O estudo ouviu 100 cuidadores não profissionais de diversas regiões do país e traçou um perfil detalhado desse grupo. A maioria é composta por mulheres (69%) em idade produtiva, entre 35 e 54 anos (93%), que cuidam principalmente de idosos com 60 anos ou mais (72%). Além disso, 97% cuidam de parentes próximos, e mais da metade atua como cuidador há mais de três anos.

O cuidado raramente é uma tarefa isolada. A pesquisa mostra que 67% dos cuidadores acumulam essa função com outra atividade profissional, o que exige uma reorganização profunda da rotina diária. Essa conciliação muitas vezes reduz ou elimina momentos de descanso e lazer, impactando diretamente no tempo disponível para o autocuidado. De fato, 32% dos entrevistados afirmaram que não têm tempo para si mesmos.

Relatos colhidos na pesquisa ilustram a intensidade dessa realidade. Uma cuidadora descreve: “o dia começa e termina cuidando. Sobra pouco tempo até para respirar”. Outra afirma que “não tem como ter vida pessoal, porque a pessoa não pode ficar sozinha e o cuidado ocupa o dia inteiro”.

Lucas Pestalozzi, sócio e head de Inovação da HSR Specialist Researchers, destaca que “o Brasil está envelhecendo rapidamente e o cuidado deixou de ser um tema restrito à saúde para se tornar uma questão estrutural da vida social. Hoje, o maior ‘hospital’ do país é o próprio lar, operado por familiares sem preparo técnico, que aprendem na prática, sob forte pressão emocional e física”.

O estudo também evidencia a falta de suporte emocional: 88% dos cuidadores não recebem apoio nesse aspecto, e muitos não têm substitutos para suas funções. Isso aumenta o risco de exaustão e reforça a urgência de ampliar redes de apoio e soluções práticas para esses cuidadores.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da HSR Health, que atua na leitura de comportamentos e experiências relacionadas à saúde física, mental e social no Brasil. A pesquisa contribui para ampliar o debate público sobre o cuidado como uma questão coletiva, com impactos diretos na saúde da população e na organização da vida social.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 55 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar