Mortes por câncer de esôfago são quase 4 vezes maiores entre homens, alerta SBCO
Campanha Abril Azul Claro destaca riscos do álcool e tabagismo para prevenção da doença
Um levantamento recente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), com base em dados do Ministério da Saúde, revela que o câncer de esôfago foi responsável por 8.677 mortes no Brasil em 2024. Desses óbitos, 6.830 ocorreram entre homens, quase quatro vezes mais do que as 1.847 mortes registradas entre mulheres. Essa diferença significativa está relacionada à maior exposição masculina a fatores de risco ao longo da vida, especialmente o consumo de álcool e o tabagismo, incluindo cigarro tradicional, eletrônico e narguilé.
Abril é marcado pela campanha Abril Azul Claro, que visa chamar a atenção para esse tipo de câncer, que costuma ser diagnosticado tardiamente no país. A SBCO destaca que o tumor está fortemente associado a fatores evitáveis, como o uso de bebidas alcoólicas e tabaco, reforçando a necessidade de conscientização e prevenção. Segundo o cirurgião oncológico Paulo Henrique Fernandes, presidente da SBCO, “a crescente tem sido observada em diversos tumores, em parte pelo envelhecimento da população e pela maior exposição a fatores de risco, inclusive o afrouxamento de campanhas antitabagismo no país”.
Os dados indicam uma tendência de aumento na mortalidade: os óbitos passaram de cerca de 8.300 em 2020 para mais de 8.600 em 2024, com oscilações anuais, mas mantendo níveis elevados. Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de mortes, seguido pelo Nordeste, que apresentou crescimento consistente. O Sul e o Centro-Oeste mantêm números elevados, mas com estabilidade ou leve redução, enquanto o Norte, apesar do menor volume absoluto, também registrou aumento.
A SBCO alerta para as desigualdades no acesso ao diagnóstico e tratamento especializado, que podem levar à subnotificação e dificultar a identificação precoce da doença, especialmente em regiões com menor estrutura de saúde. O diagnóstico do câncer de esôfago geralmente é feito por biópsia durante endoscopia digestiva alta, complementada por exames de imagem para avaliar a extensão do tumor. A ausência de um método de rastreamento estruturado contribui para que muitos casos sejam detectados em estágios avançados, dificultando o tratamento.
Entre os sinais que merecem atenção estão dificuldade para engolir, perda de peso sem causa aparente, dor ou queimação no peito, rouquidão persistente e indigestão frequente. Esses sintomas podem ser confundidos com outras condições gastrointestinais, atrasando a busca por avaliação médica. Além do álcool e tabaco, outros fatores como obesidade, ingestão frequente de bebidas muito quentes, dieta rica em ultraprocessados e baixo consumo de frutas e vegetais também estão associados ao desenvolvimento do câncer de esôfago.
A Organização Mundial da Saúde reforça que não existe nível seguro para o consumo de álcool ou produtos derivados do tabaco, o que torna as estratégias de prevenção e a conscientização ainda mais importantes. Fernandes destaca que “quando falamos em tabagismo, não estamos nos referindo apenas ao cigarro tradicional, mas também aos dispositivos eletrônicos, que podem ser ainda mais prejudiciais à saúde”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



