Mitos e verdades sobre câncer colorretal para prevenção e diagnóstico precoce

Especialista esclarece dúvidas comuns e destaca importância do rastreamento na doença

No Dia da Mentira, 1º de abril, é essencial separar fatos de boatos, especialmente quando o assunto é saúde. O câncer colorretal, que terá mais de 53 mil novos casos estimados até 2026, ainda é cercado por informações incorretas que podem atrasar o diagnóstico e o tratamento. Segundo o oncologista Artur Ferreira, da Oncoclínicas, o tumor se desenvolve no intestino grosso ou reto, sendo o adenocarcinoma o tipo mais comum, originado em cerca de 90% dos casos a partir de pólipos que podem se tornar malignos.

O câncer colorretal apresenta maior incidência a partir dos 50 anos, e os sintomas nem sempre são evidentes. Alterações no hábito intestinal, como constipação, diarreia, afilamento das fezes, sangue nas fezes, dores abdominais e perda de peso sem causa aparente são sinais que merecem atenção. O especialista destaca que, apesar de a doença ser muitas vezes silenciosa, esses sintomas devem ser observados.

Entre os fatores de risco estão dietas ricas em alimentos ultraprocessados e carnes vermelhas, obesidade, sedentarismo, tabagismo e doenças inflamatórias intestinais. Fatores hereditários têm menor influência, segundo o oncologista. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais, pois o câncer colorretal pode ser identificado em fase pré-cancerosa por meio da colonoscopia, aumentando as chances de cura.

O Dr. Artur Ferreira esclarece alguns mitos comuns:
– Nem todos os pacientes precisam usar bolsa de colostomia. Esse procedimento é reservado para casos específicos, como obstruções intestinais ou tumores localizados no reto.
– Intestino preso pode aumentar o risco, mas não é um fator clássico e seus efeitos ainda são controversos.
– Homens têm maior propensão à doença, embora a diferença não justifique mudanças nas recomendações de rastreamento.
– A presença de pólipos não garante que o câncer irá se desenvolver, mas a remoção e análise são essenciais.
– O consumo excessivo de carnes vermelha e processada está associado a maior risco, conforme relatório da OMS.

Por fim, a ausência de sintomas não exclui a possibilidade da doença, reforçando a importância do rastreamento. O tratamento pode ser local, como cirurgia e radioterapia, ou sistêmico, como quimioterapia e imunoterapia, sempre avaliados individualmente por uma equipe multidisciplinar.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Oncoclínicas e do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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