Estudo inédito avalia rastreamento de câncer de pulmão no SUS no Brasil
INCA, Secretaria Municipal de Saúde e AstraZeneca unem esforços para detecção precoce da doença
O Instituto Nacional de Câncer (INCA), a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e a biofarmacêutica AstraZeneca anunciaram um estudo inédito que avaliará a viabilidade da implementação de um programa de rastreamento do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, realizada no Auditório do Hospital Municipal Souza Aguiar, tem como objetivo construir evidências científicas para estabelecer uma diretriz nacional para a detecção precoce da doença.
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no Brasil. Segundo dados do Atlas de Mortalidade do INCA, em 2024 foram registrados 32.465 óbitos por câncer de brônquios e pulmão, número que supera a soma das mortes por câncer de próstata e de mama. A elevada mortalidade está associada ao diagnóstico tardio, já que cerca de 84% dos casos são identificados em estágios avançados, resultando em uma taxa de sobrevida em cinco anos de aproximadamente 5,2%.
Evidências internacionais indicam que o rastreamento com tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), direcionado a populações de alto risco, pode reduzir significativamente a proporção de diagnósticos em estágios avançados, de cerca de 90% para 30%. No Brasil, essa estratégia ainda não faz parte das diretrizes nacionais, o que reforça a importância do estudo para gerar dados científicos que possam orientar futuras recomendações.
Roberto Gil, oncologista clínico e diretor-geral do INCA, destaca que “a importância de discutir o rastreamento do câncer de pulmão não se deve apenas à sua relevância para o diagnóstico da doença, mas também aos desafios de implementação em um país com características epidemiológicas próprias, como o Brasil, que apresenta alta incidência de tuberculose e de doenças granulomatosas.”
O estudo terá duração de dois anos e envolverá pelo menos 397 pacientes, selecionados em colaboração com o Programa de Cessação de Tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde, que conta com cerca de 50 mil participantes. O critério de elegibilidade segue o Consenso Médico das sociedades brasileiras especializadas, recomendando o rastreamento para pessoas entre 50 e 80 anos, fumantes ou ex-fumantes que tenham parado de fumar nos últimos 15 anos, com carga tabágica de 20 anos/maço ou mais.
Segundo o Jornal Brasileiro de Pneumologia, o rastreamento com TCBD pode reduzir a mortalidade do câncer de pulmão em 20%, e, quando combinado com a cessação do tabagismo, essa redução chega a 38%. Em caso de diagnóstico positivo, os pacientes serão acompanhados e tratados pelo Hospital do Câncer I, unidade do INCA e centro de referência para tratamento oncológico no Rio de Janeiro, com protocolos baseados na classificação Lung-RADS.
Danilo Lopes, Diretor Médico da AstraZeneca, reforça o compromisso da empresa em “promover iniciativas em prol da sustentabilidade e resiliência do sistema público de saúde no Brasil”, ressaltando a importância da prevenção e detecção precoce para melhorar a qualidade da saúde e reduzir custos.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



