Alê Jordão na SP-Arte 2026 explora design entre escultura e função
Artista apresenta obras que tensionam utilidade e estética em preview exclusivo
A 22ª edição da SP-Arte, principal feira de arte e design da América Latina, contará com a participação do multiartista paulistano Alê Jordão, que apresentará uma seleção de obras que exploram os limites entre design, escultura e função. Representado pela Galeria Choque Cultural, com curadoria de Baixo Ribeiro, o artista traz peças que desafiam a lógica funcional tradicional, propondo uma reflexão estética que ultrapassa o uso imediato dos objetos.
Antes da feira, que acontece de 8 a 12 de abril no Pavilhão da Bienal, Jordão realiza um preview exclusivo em seu ateliê no dia 6 de abril, das 17h às 22h. O espaço de 500 metros quadrados localizado no Itaim Bibi será aberto ao público para uma experiência direta com o processo criativo do artista e suas obras. “Com o preview no ateliê, quero que o público veja de perto como dialogo com o espaço, os materiais que uso e o próprio ambiente da criação”, afirma Alê Jordão.
As peças apresentadas transitam em um território de tensão entre o objeto utilitário e a escultura, entre o uso e sua suspensão, e entre a lógica funcional e a liberdade crítica. Elementos como ergonomia, estrutura e funcionalidade são incorporados de forma tensionada, criando dispositivos críticos que evocam cadeiras, superfícies e formas conhecidas, mas que vão além da simples função.
Entre os materiais explorados estão o aço inoxidável, vidro blindado e metal reaproveitado. Algumas esculturas, chamadas de “obras sentáveis”, são submetidas até a disparos de arma de fogo, incorporando a violência na matéria da peça e transformando o objeto em um campo de tensão entre resistência e fragilidade. Mesmo assim, as cadeiras permanecem utilizáveis, complexificando a experiência do uso.
Outro destaque da produção de Jordão é a relação com a luz. Ele utiliza o neon para criar objetos autoiluminados, onde a luz atua como matéria, formando emaranhados luminosos que dialogam com o espaço sem se limitar à função de iluminar. Essa abordagem reforça a dimensão crítica e estética de suas obras.
O curador Baixo Ribeiro destaca que “a produção de Alê Jordão ocupa um território entre design e escultura, transformando elementos cotidianos em obras críticas que dialogam com a arquitetura e o espaço do corpo de formas inéditas”. Na SP-Arte, suas peças estarão inseridas em um contexto ampliado, estabelecendo relações com outros artistas da Choque Cultural que também exploram a fronteira entre função, forma e reflexão estética.
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