Quase metade dos jovens desconhece relação entre diabetes e problemas renais

Pesquisa Datafolha revela falta de diálogo médico e informação sobre complicações do diabetes

Um levantamento nacional realizado pelo Datafolha, encomendado pela biofarmacêutica AstraZeneca, revelou que quase metade dos jovens brasileiros entre 16 e 34 anos desconhece a relação entre diabetes e problemas renais. Apesar de 98% dessa faixa etária já terem ouvido falar em diabetes, o conhecimento sobre suas complicações renais é baixo, especialmente entre os mais jovens.

A pesquisa ouviu 2.005 pessoas em 113 municípios do país e mostrou que complicações como amputações (27%) e cegueira (23%) são as mais associadas espontaneamente ao diabetes pela população geral. No entanto, apenas 10% mencionaram saber que o mau controle do diabetes pode afetar os rins. Entre os jovens de 16 a 24 anos, quase metade afirma nunca ter ouvido falar dessa conexão, e entre os de 25 a 34 anos, quatro em cada dez desconhecem essa relação.

Essa falta de conhecimento é preocupante, pois a doença renal crônica (DRC) é uma das principais consequências do diabetes não controlado. A DRC progride silenciosamente e pode levar à insuficiência renal, necessidade de diálise ou transplante, além de aumentar o risco de eventos cardiovasculares e mortalidade precoce. No Brasil, cerca de 12 milhões de pessoas convivem com algum grau de comprometimento renal, e dois em cada cinco indivíduos com diabetes tipo 2 podem desenvolver a doença ao longo da vida.

Outro dado importante da pesquisa aponta que quase metade dos jovens entre 16 e 24 anos nunca conversou com um médico sobre prevenção de complicações do diabetes e da hipertensão. Entre os de 25 a 34 anos, quatro em cada dez também relatam ausência desse diálogo nas consultas. Ao mesmo tempo, cerca de metade dos jovens utiliza a internet como principal fonte de informação em saúde, o que ressalta a necessidade de ampliar o acesso a conteúdos científicos qualificados e incentivar o acompanhamento médico profissional.

A cardiologista Dra. Lidia Moura, do Hospital Universitário Cajuru e professora da PUCPR, destaca: “Quando quase metade dos jovens nunca conversou com um médico sobre prevenção, isso significa que estamos perdendo uma janela decisiva de intervenção. Diabetes e hipertensão não começam com complicações graves, elas evoluem ao longo dos anos. O diálogo, o rastreamento precoce e a educação em saúde precisam começar hoje.”

Neste mês do Dia Mundial do Rim, o alerta é para a importância da informação e da mudança de comportamento. Até 80% das doenças crônicas não transmissíveis podem ser prevenidas e controladas por meio de hábitos saudáveis, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. Cuidar dos rins começa muito antes dos sintomas, e a prevenção deve estar no centro da conversa com os jovens.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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