Fernanda Lima e Sabrina Parlatore revelam sintomas pouco discutidos da menopausa
Apatia, ganho de peso e mudanças emocionais ampliam o debate sobre a menopausa
Os relatos recentes das apresentadoras Fernanda Lima e Sabrina Parlatore trouxeram à tona sintomas da menopausa que ainda são pouco discutidos, ampliando o debate sobre essa fase da vida feminina. Ambas compartilharam experiências pessoais que evidenciam efeitos físicos e emocionais frequentemente subestimados, como apatia e ganho de peso, mostrando que as mudanças no organismo vão além do que normalmente se espera.
No podcast “terapiRa”, Fernanda Lima falou sobre momentos de apatia e alterações na resposta emocional. Ela descreveu uma redução no envolvimento com situações antes motivadoras e um isolamento social maior, caracterizado por introspecção. Segundo a médica Fabiane Berta, especialista em climatério, “o cérebro da mulher responde diretamente às oscilações hormonais, o que interfere em emoções, motivação e comportamento. Muitas dessas mudanças ainda são interpretadas como fragilidade emocional ou desinteresse, quando, na realidade, refletem um ajuste biológico à queda de estrogênio”.
Sabrina Parlatore, por sua vez, relatou em suas redes sociais o desafio do ganho de peso progressivo, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada e prática regular de exercícios. Fabiane Berta explica que “o metabolismo feminino sofre alterações relevantes durante a menopausa, impactando diretamente a composição corporal. Mesmo com rotina saudável, o corpo pode reagir de forma distinta, favorecendo o acúmulo de gordura e dificultando a manutenção do peso”. No caso de Sabrina, o manejo é ainda mais complexo devido ao histórico de câncer de mama, que impede o uso da terapia hormonal, uma das principais estratégias para aliviar sintomas do climatério.
Diante disso, a especialista reforça que o acompanhamento deve ser individualizado e criterioso. “Quando a terapia hormonal não é indicada, o cuidado precisa ser ainda mais criterioso. Estratégias envolvendo ajuste nutricional, fortalecimento muscular, monitoramento metabólico e intervenções clínicas bem direcionadas podem restabelecer qualidade de vida, respeitando o histórico e os limites de cada paciente”.
Fabiane Berta destaca que a menopausa não se resume a sintomas isolados, mas representa uma reorganização sistêmica do organismo, afetando cérebro, sono, humor e metabolismo. Ela alerta que “ainda há uma tendência de fragmentar os sintomas, quando, na prática, o que ocorre é uma transformação integrada do corpo feminino. Ignorar essa dimensão sistêmica compromete tanto o diagnóstico quanto a condução clínica”.
A exposição dessas experiências por figuras públicas como Fernanda Lima e Sabrina Parlatore contribui para ampliar o repertório de informações disponíveis e romper com o silêncio histórico em torno do tema. “Ao trazer vivências concretas para o debate, essas narrativas aproximam a menopausa do cotidiano e favorecem o reconhecimento de sinais que, por anos, foram minimizados ou naturalizados sem investigação adequada”, conclui a médica.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



