Crescimento da acne em mulheres alerta para impactos na saúde emocional

Estudo revela que 1 em cada 4 mulheres enfrenta acne, associada a ansiedade e depressão

A acne, tradicionalmente associada à adolescência, tem ganhado destaque crescente entre mulheres adultas. Estudos recentes indicam que cerca de 1 em cada 4 mulheres apresenta algum grau dessa condição, que está relacionada a fatores hormonais, estilo de vida e aspectos emocionais. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a acne é uma das queixas mais frequentes em consultórios dermatológicos, atingindo até 80% das pessoas em algum momento da vida, com um aumento expressivo na fase adulta feminina.

A dermatologista Dra. Camila Dezanetti, docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, explica que a acne feminina adulta é uma manifestação complexa: “Ela não é apenas uma condição de pele — é uma manifestação de um organismo que está respondendo a diferentes estímulos. Alterações hormonais, rotina, alimentação e, principalmente, o estado emocional têm um impacto direto na evolução do quadro.”

Além das alterações hormonais, outros fatores contribuem para o surgimento e a persistência da acne, como estresse, privação de sono, alimentação rica em açúcares e ultraprocessados, e o uso inadequado de cosméticos. A relação entre acne e saúde mental tem ganhado destaque, pois quadros de ansiedade e depressão podem desencadear ou agravar a condição, criando um ciclo difícil de romper. “Existe uma conexão muito clara entre pele e emocional. O estresse eleva hormônios como o cortisol, que aumentam a produção de oleosidade. Ao mesmo tempo, as lesões afetam a autoestima da paciente — e isso retroalimenta o problema. É um ciclo que precisa ser compreendido e tratado com sensibilidade”, complementa a especialista.

O impacto da acne vai além do aspecto físico, interferindo diretamente na qualidade de vida das mulheres. Muitas relatam insegurança, desconforto social e até afastamento de situações cotidianas devido à aparência da pele. Por isso, o tratamento deve ser individualizado, considerando a história, o estilo de vida e a causa predominante de cada paciente. “Não existe um tratamento padrão. Existe uma paciente única, com uma história, um estilo de vida e uma causa predominante. A avaliação individualizada é o que realmente faz diferença no resultado. Em alguns casos, inclusive, precisamos integrar o cuidado dermatológico com suporte emocional”, destaca Dra. Camila.

As opções terapêuticas variam conforme a gravidade e a origem da acne, podendo incluir tratamentos tópicos, medicamentos sistêmicos, controle hormonal e procedimentos dermatológicos. “Hoje temos recursos extremamente eficazes. Mas o sucesso do tratamento não depende apenas da técnica — depende da constância, da adesão da paciente e, principalmente, de um acompanhamento próximo e bem conduzido”, afirma a dermatologista.

Buscar orientação especializada é essencial não só para tratar a acne, mas também para prevenir complicações como manchas e cicatrizes permanentes. “Quando olhamos para a paciente de forma integral e fazemos um diagnóstico preciso, conseguimos não só controlar a acne, mas devolver qualidade de vida, confiança e bem-estar”, conclui a Dra. Camila Dezanetti.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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