Como escolher o chocolate ideal na Páscoa diante da alta do cacau e legislação

Nutricionista orienta sobre leitura de rótulos e consumo consciente para aproveitar o chocolate

A Páscoa é um momento de celebração, mas também traz dúvidas sobre a qualidade do chocolate consumido, especialmente em um cenário de alta nos preços do cacau e mudanças na legislação brasileira. A RDC nº 264/2005 permite que os fabricantes substituam a manteiga de cacau por outras gorduras, o que pode alterar a composição dos produtos e classificá-los como “sabor chocolate”.

Para ajudar na escolha consciente, a nutricionista Alexandra Freitas, da Faculdade Santa Marcelina, destaca a importância da leitura atenta dos rótulos. “O percentual de cacau é um dos principais indicadores de qualidade. Quanto maior o teor, maior a concentração de compostos bioativos, como os flavonoides, que têm ação antioxidante e benefícios cardiovasculares”, explica.

Além disso, a ordem dos ingredientes é fundamental: o cacau deve aparecer entre os primeiros itens da lista, pois os ingredientes são listados em ordem decrescente de quantidade. Produtos que têm o açúcar como componente principal tendem a ser menos nutritivos e mais calóricos. A rotulagem nutricional também pode ajudar, com selos de alerta para alto teor de açúcar ou gordura saturada, facilitando decisões rápidas e conscientes.

Há diferenças importantes entre os tipos de chocolate. Os com mais de 50% de cacau já oferecem vantagens nutricionais, e os com 70% ou mais são os mais benéficos. Já os chocolates ao leite contêm mais açúcar e gordura, enquanto o chocolate branco não possui massa de cacau, eliminando os benefícios dos flavonoides.

Outro ponto destacado pela especialista são ingredientes menos evidentes, como gorduras vegetais substitutas, aditivos e açúcares disfarçados em nomes como maltodextrina e xarope de glicose. “Nem sempre o produto aparentemente simples é o mais saudável. A composição precisa ser analisada como um todo”, alerta Alexandra.

Para consumir chocolate de forma equilibrada durante a Páscoa, a recomendação é controlar as porções, preferir chocolates com maior teor de cacau, dividir os ovos entre familiares e combinar o chocolate com alimentos naturais, como frutas, para aumentar o valor nutricional da refeição.

“A relação com o chocolate não precisa ser baseada em culpa, mas em consciência. O equilíbrio permite aproveitar o momento sem prejuízos à saúde”, conclui a nutricionista.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Faculdade Santa Marcelina.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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