Nutrição no controle da enxaqueca: saiba como a alimentação ajuda
Entenda o papel da dieta no manejo moderno da enxaqueca, doença que afeta milhões
No Dia da Saúde e da Nutrição, celebrado em 31 de março, é importante destacar a relação entre alimentação e enxaqueca, uma doença neurológica que atinge cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Embora a enxaqueca não seja causada por alimentos, certos ingredientes podem desencadear ou agravar as crises, tornando o papel da nutrição essencial no manejo da doença.
A enxaqueca é caracterizada por dores de cabeça intensas, acompanhadas por sintomas como náuseas, distúrbios visuais, zumbidos e alterações de humor. “A enxaqueca é uma doença de um cérebro hiperexcitável. Substâncias estimulantes presentes em alguns alimentos, como a cafeína, e compostos termogênicos como o gengibre e a canela, por exemplo, podem atuar como gatilhos e ‘pioradores’ das crises, especialmente em indivíduos com mais sensibilidade neurológica”, explica a médica neurologista Thais Villa, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca.
Entre os alimentos que podem estimular o cérebro e influenciar negativamente as crises estão bebidas com cafeína — como café, chás preto, branco, verde, matcha e mate — refrigerantes de cola ou guaraná, energéticos, além do consumo de bebidas alcoólicas, que não é recomendado para pessoas com enxaqueca. O álcool dilata os vasos sanguíneos e pode desencadear dores de cabeça. Vinhos tintos, por conterem taninos, também são associados ao surgimento de crises. Chocolates escuros, ricos em cafeína e teobromina, pré-treinos, suplementos estimulantes e alimentos com glutamato monossódico, como temperos prontos e salgadinhos, também podem ser gatilhos.
Thais Villa reforça que “a enxaqueca não é uma doença de causa alimentar, e sim neurológica. A alimentação pode funcionar como um fator de agravamento ou desencadeador de crises, e por isso não deve ser tratada como única solução.” Ela destaca ainda que o tratamento deve ser integrado, com acompanhamento neurológico e intervenções medicamentosas e não medicamentosas. O apoio nutricional é estratégico para melhorar a resposta ao tratamento, oferecendo orientações personalizadas.
Por ser uma doença hereditária, a enxaqueca não tem cura, mas pode ser controlada. O cuidado deve ser multidisciplinar e personalizado, envolvendo neurologistas e nutricionistas, entre outros profissionais. O suporte nutricional contribui diretamente para a redução da frequência, intensidade e duração das crises, colaborando para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



