Esquecimentos no dia a dia: quando a distração vira sinal de alerta
Entenda a diferença entre falhas comuns de memória e sintomas que exigem atenção médica
Quem nunca esqueceu onde deixou as chaves, o nome de alguém ou entrou em um cômodo sem lembrar o motivo? Esses esquecimentos fazem parte da rotina e, na maioria das vezes, estão ligados à falta de atenção. Segundo o neurologista Leonardo Maciel, da São Bernardo Samp, a principal diferença entre esses lapsos e doenças como o Alzheimer está na forma como o cérebro registra e recupera as informações.
“Na falta de atenção, a informação nem chega a ser registrada corretamente pelo cérebro, porque a pessoa está distraída, estressada ou fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Já no Alzheimer, o problema é que a memória recente não é armazenada adequadamente”, explica o especialista. Isso significa que, quando a falha é apenas distração, a lembrança pode surgir depois de alguns minutos ou com uma pequena pista. No Alzheimer, por outro lado, a pessoa pode repetir a mesma pergunta diversas vezes ou não se lembrar de uma conversa recente, mesmo quando alguém tenta ajudá-la a recordar.
Nem todo esquecimento é sinal de doença. Existem tipos diferentes: um deles é o envelhecimento natural, em que o cérebro funciona normalmente, mas pode levar mais tempo para recuperar informações como nomes ou palavras. Outro tipo comum está ligado a fatores do cotidiano, como estresse, ansiedade, noites mal dormidas ou excesso de tarefas. “O cérebro não foi feito para lidar com muitas atividades ao mesmo tempo. Alternar constantemente entre celular, trabalho e conversas pode prejudicar a atenção e, consequentemente, a memória”, destaca Leonardo Maciel.
Quando o esquecimento começa a se repetir com frequência ou piora com o tempo, é importante ficar atento. Entre os sinais que podem indicar Alzheimer estão: dificuldade para lembrar fatos recentes, repetir histórias ou perguntas, esquecer compromissos importantes e até se perder em lugares conhecidos. “O Alzheimer costuma começar afetando a memória recente, enquanto lembranças antigas permanecem preservadas no início da doença. A pessoa repete a mesma pergunta várias vezes, porque esquece completamente que já perguntou. Não lembra de uma conversa recente, mesmo após alguém tentar relembrar. Esquece eventos importantes que aconteceram no mesmo dia. Pode haver mudanças de comportamento ou apatia”, explica o neurologista.
Para cuidar da memória, o estilo de vida tem papel fundamental. Atividade física regular, sono adequado, alimentação equilibrada e controle de doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto ajudam a proteger o cérebro. Manter a mente ativa também é essencial: ler, estudar, aprender novas habilidades e cultivar relações sociais estimulam o funcionamento cerebral. “O cérebro funciona como um músculo: quanto mais estimulado e bem cuidado, maior é a reserva cognitiva e a capacidade de lidar com o envelhecimento”, afirma Leonardo Maciel.
Especialistas recomendam buscar avaliação médica quando o esquecimento começa a interferir nas atividades diárias, quando a pessoa repete perguntas frequentemente, tem dificuldade para administrar tarefas habituais ou apresenta mudanças de comportamento. “Nem todo problema de memória é Alzheimer. Distúrbios do sono, depressão, deficiência de vitaminas, alterações da tireoide e alguns medicamentos também podem causar falhas de memória — e muitos desses casos têm tratamento. Por isso, uma avaliação precoce é sempre a melhor estratégia”, conclui o neurologista da São Bernardo Samp.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



