Alternativas ao bacalhau ganham espaço na Páscoa por saúde e custo
Nutricionista do Sírio-Libanês destaca benefícios de peixes como sardinha e atum na data
A Páscoa no Brasil é tradicionalmente associada ao consumo de bacalhau, mas essa tradição pode estar deixando de lado opções mais vantajosas para a saúde e o bolso. Segundo Monique Vanessa de Azevedo Proença, nutricionista do Hospital Sírio-Libanês, embora o bacalhau seja um peixe magro, rico em proteínas de alta qualidade e vitaminas do complexo B, ele não é superior a outras espécies populares como sardinha, atum, tilápia e pescada.
Dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da USP e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que esses peixes oferecem entre 18 e 25 gramas de proteína a cada 100 gramas. A diferença está principalmente no teor de gordura, ômega-3 e micronutrientes específicos. Um ponto de atenção é o sódio: o bacalhau comercializado no Brasil é geralmente salgado e seco, e mesmo após o dessalgue, parte do sal permanece, o que pode ser um problema para pessoas com hipertensão ou risco cardiovascular.
Monique destaca que “a sardinha é, sem dúvida, uma das melhores opções em custo-benefício nutricional no Brasil. É acessível, rica em ômega-3, vitamina D, cálcio e proteína, e quando enlatada mantém grande parte dos nutrientes”. O atum fresco é valorizado pelo bom teor de selênio e vitamina B12, enquanto a tilápia, com menor gordura, oferece proteína, fósforo e potássio, além de ser de fácil digestão.
A nutricionista também esclarece dúvidas sobre as formas de apresentação do peixe. “O peixe congelado, quando bem processado, preserva proteínas, ômega-3 e minerais, podendo ser tão nutritivo quanto o fresco. Já o enlatado mantém boa parte das proteínas e do ômega-3, mas pode apresentar teor elevado de sódio ou maior valor calórico quando conservado em óleo. Vale a pena ler o rótulo e, se possível, optar por versões em água e com menor teor de sal”, orienta.
Além da escolha do peixe, o modo de preparo influencia diretamente a saúde. Preparações assadas, grelhadas, cozidas ou no vapor ajudam a preservar nutrientes e evitam o excesso de gordura. “Muitas vezes, o impacto calórico da refeição está nos molhos cremosos e nos acompanhamentos fritos, e não no peixe em si. O ideal é equilibrar o prato com legumes, verduras e porções moderadas de carboidratos”, complementa Monique.
O consumo regular de peixe, cerca de duas vezes por semana dentro de um padrão alimentar equilibrado, está associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, melhora da saúde cerebral, ação anti-inflamatória e manutenção da massa muscular. Essas informações foram elaboradas com dados da assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês, referência em saúde e nutrição no Brasil.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



