Memória autobiográfica fortalece saúde mental e identidade dos idosos
Relembrar histórias pessoais promove bem-estar emocional e autoestima na terceira idade
No Cora Premium Residencial Senior, localizado no Rio de Janeiro, uma iniciativa inovadora tem transformado as memórias dos idosos em uma poderosa ferramenta de cuidado emocional. A proposta, realizada no aniversário da cidade, estimulou os residentes a compartilharem suas lembranças mais marcantes da Cidade Maravilhosa, promovendo um momento de emoção, risos e fortalecimento da identidade pessoal.
Segundo a gerontóloga Ana Julia Marinho, “quando o idoso relembra sua história, ele reafirma quem é, como se fosse a continuidade do selfie graças à conexão entre passado e presente. Ele deixa de ser apenas alguém que envelheceu e volta a ser protagonista da própria trajetória. Isso fortalece identidade, pertencimento e autoestima.”
Essa prática não é apenas uma atividade comemorativa, mas tem respaldo científico. Um estudo piloto publicado em 2025 avaliou os efeitos de uma intervenção de reminiscência estruturada, chamada Remember-ME, em adultos idosos que vivem em comunidade. O programa mostrou melhorias na qualidade subjetiva da memória autobiográfica, aumento da satisfação com a vida e redução do sentimento de solidão.
Relatos como o de Nair Souza, 86 anos, ilustram o impacto emocional dessa abordagem. Ela recorda com carinho a infância na Tijuca, os momentos de brincadeira com os filhos e vizinhos, as festas juninas e os passeios inesquecíveis pela cidade, como a subida ao Corcovado e visitas ao Jardim Botânico. Para Nair, essas memórias são fonte de alegria e conexão com sua história.
Outro exemplo é Joaquim Martins, 88 anos, que chegou ao Rio vindo de Portugal e viveu na antiga Favela do Esqueleto. Ele relembra com afeto a simplicidade e felicidade da vida na comunidade, o trabalho no botequim do tio e a feira de bananas. Joaquim destaca também a beleza única do Rio de Janeiro, que permanece presente em seu cotidiano e em suas lembranças.
Para Ana Julia Marinho, esses relatos demonstram como o vínculo com o território ajuda a sustentar a identidade durante o envelhecimento. “Relembrar experiências traz o senso de quem a pessoa foi e bons sentimentos. Quando estimulamos essas memórias, fortalecemos autoestima e reduzimos sintomas depressivos. Não é só lembrar, é reconectar a pessoa com sua própria história.”
Assim, o cuidado com a saúde mental dos idosos vai além do acompanhamento clínico tradicional. Estimular narrativas pessoais e valorizar trajetórias individuais são estratégias terapêuticas que promovem o bem-estar emocional e social. Celebrar histórias e memórias fortalece laços, reduz a solidão e contribui para uma vida mais plena na terceira idade.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



