Erros alimentares que causam efeito rebote com medicações para emagrecer

Nutricionista da Faculdade Santa Marcelina explica como evitar o reganho de peso após o tratamento

Com a popularização das “canetas emagrecedoras”, como a semaglutida e a tirzepatida, cresce a dúvida sobre o motivo do reganho de peso após a suspensão dessas medicações. A nutricionista Irani Souza, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Santa Marcelina, esclarece que o chamado “efeito rebote” está relacionado tanto ao funcionamento desses medicamentos quanto à falta de mudanças estruturais no estilo de vida durante o tratamento.

Essas medicações são compostas por agonistas dos hormônios GLP-1 e GIP, que regulam o apetite, a saciedade e o metabolismo. “Eles aumentam a sensação de plenitude após as refeições, retardam o esvaziamento gástrico e melhoram o controle da glicemia. Com isso, o paciente sente menos fome e reduz naturalmente a ingestão calórica”, explica Irani Souza. No entanto, o problema surge quando o medicamento é interrompido sem que hábitos alimentares e de atividade física tenham sido consolidados.

“Ao interromper o uso, o organismo volta gradualmente ao padrão anterior. A fome aumenta, o esvaziamento gástrico retorna ao ritmo habitual e a saciedade demora mais para aparecer. Sem reeducação alimentar e rotina de atividade física, o reganho de peso se torna muito provável”, alerta a nutricionista. Estudos revisados em ensaios clínicos indicam que muitos pacientes recuperam parte significativa ou até a maior parte do peso perdido em até dois anos após a suspensão, especialmente sem acompanhamento multiprofissional.

Além disso, Irani Souza destaca erros alimentares frequentes durante o uso das medicações. “Algumas pessoas acreditam que, como estão com menos fome, devem comer o mínimo possível para acelerar o emagrecimento. Isso compromete a ingestão de nutrientes essenciais e pode levar à perda de massa muscular”, afirma. Essa falta de autonomia alimentar e estrutura metabólica adequada facilita o ganho de peso quando o medicamento é retirado.

Para evitar o efeito rebote, a especialista recomenda um plano alimentar individualizado e sustentável, que promova consciência alimentar sem culpa ou radicalismos. “O tratamento medicamentoso não é a cura da obesidade, mas uma ferramenta de controle. Para que o peso se mantenha estável, é fundamental preservar a massa magra, garantir ingestão adequada de proteínas, organizar horários de refeições e contar com acompanhamento nutricional”, orienta.

Assim, o foco deve estar no desenvolvimento da autonomia para autorregular as escolhas alimentares e manter um estilo de vida saudável mesmo após o término do uso das medicações. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Faculdade Santa Marcelina.

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EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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