Como a autoimagem em vídeo influencia a busca por cirurgia facial

Exposição constante à própria imagem em telas aumenta insatisfação e decisões estéticas

A rotina cada vez mais marcada por reuniões online, vídeos e redes sociais tem provocado uma mudança significativa na forma como as pessoas enxergam o próprio rosto. A exposição constante à imagem digital tem levado a um aumento da insatisfação com a aparência facial, refletindo diretamente na busca por cirurgias plásticas, especialmente no rosto.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Vinicius Julio Camargo, essa tendência tem sido notada nos consultórios. “Hoje, muitos pacientes chegam com queixas baseadas na própria imagem em vídeo. São detalhes que passaram a incomodar depois dessa exposição constante”, explica.

Um dos principais motivos para essa insatisfação está nas distorções causadas pelas câmeras, principalmente as frontais de celulares. Utilizadas a curta distância, essas lentes podem alterar proporções faciais, fazendo o nariz parecer maior, o rosto mais arredondado ou o contorno da mandíbula menos definido. Além disso, fatores como iluminação e enquadramento podem acentuar sombras e criar assimetrias que não existem na realidade. “A câmera não reproduz exatamente o que vemos no espelho. Dependendo das condições, ela pode acentuar sombras, volumes e até criar assimetrias que não existem”, reforça o especialista.

Entre as queixas mais comuns que levam à procura por cirurgia facial estão o nariz aparentemente maior ou desproporcional, falta de definição no contorno do rosto, sensação de flacidez facial, pálpebras caídas ou olhar cansado e assimetrias percebidas em vídeo.

Esse cenário tem impulsionado procedimentos como rinoplastia, blefaroplastia e lifting facial, além de técnicas minimamente invasivas. Entretanto, Dr. Vinicius alerta para a necessidade de uma avaliação global do paciente. “O mais importante é avaliar o paciente de forma global. A imagem digital pode gerar uma percepção distorcida, e a decisão por cirurgia precisa ser baseada em critérios médicos, não apenas na imagem da tela”, destaca.

Outro ponto importante é o impacto dos filtros e edições usados nas redes sociais, que criam padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis. A comparação constante com imagens modificadas pode intensificar a insatisfação e levar a decisões impulsivas. “Existe um limite entre melhorar um aspecto que incomoda e tentar atingir um padrão que não é real. O papel do cirurgião também é orientar e alinhar essas expectativas. Cirurgia plástica exige avaliação individualizada”, conclui o cirurgião.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: exposição, vídeo, autoimagem, insatisfação, câmera, distorção, rosto, cirurgia, estética, avaliação.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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