Atendimento rápido aumenta chance de sobreviver a infarto para até 90%
Socorro em até 2 horas reduz danos ao coração e melhora recuperação pós-infarto
O tempo de socorro é um fator crucial para aumentar as chances de sobrevivência em casos de infarto agudo do miocárdio. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), se o atendimento e tratamento ocorrerem em até 2 horas, a chance de sobrevivência pode chegar a 90%. Essa agilidade no socorro reduz significativamente os danos ao coração e melhora a qualidade de vida do paciente após o evento.
O infarto acontece quando há morte celular no músculo cardíaco devido à falta de oxigênio causada pela interrupção da circulação sanguínea. Quanto mais rápido o atendimento, menor o tempo de privação de oxigênio e menor o dano ao coração. Conforme explica o cardiologista Dr. Luiz Antônio Machado César, membro da SBC, “se o atendimento for rápido, os danos ao funcionamento do coração podem ser mínimos e o impacto na vida da pessoa será quase inexistente”.
O tratamento imediato geralmente envolve a desobstrução das artérias por cateterismo, procedimento que deve ser realizado o mais rápido possível para evitar insuficiência cardíaca. Quando o dano é extenso, a parte do músculo cardíaco afetada vira cicatriz, o que pode levar a um processo chamado remodelamento cardíaco. Esse processo pode reduzir a capacidade de bombeamento do coração, aumentando o risco de arritmias e insuficiência cardíaca.
Quem já sofreu um infarto deve estar atento a três recomendações importantes para diminuir o risco de um novo evento: reeducação alimentar, com acompanhamento nutricional para evitar alimentos gordurosos e controlar sódio, colesterol e glicemia; prática regular de atividade física, com pelo menos 20 a 30 minutos diários; e atenção aos sintomas como dor no peito, braços ou costas, especialmente ao esforço físico ou durante a noite.
Além disso, o acompanhamento médico periódico é fundamental para monitorar a saúde do coração e prevenir novos ataques. O cardiologista destaca que “a maioria das pessoas só descobre que tem doença coronária depois de um infarto pela falta de hábito de ir ao médico”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, instituição referência em saúde cardiovascular no Brasil. A rapidez no atendimento e a mudança de hábitos são essenciais para aumentar a sobrevida e garantir melhor qualidade de vida após um infarto.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



