Monitores de pressão e inaladores piratas crescem no e-commerce e ameaçam saúde

Produtos sem registro sanitário ganham espaço e dificultam controle de hipertensão e doenças respiratórias

O comércio eletrônico brasileiro tem registrado um crescimento preocupante na venda de monitores de pressão e inaladores piratas, colocando em risco o tratamento de milhões de pessoas. Dados recentes indicam que, em 2025, as marcas possivelmente não regulamentadas passaram a representar 36% das vendas de medidores de pressão e 46% das de nebulizadores no e-commerce, um aumento superior a 250% em relação ao ano anterior.

Essa expansão ocorre em um momento crítico, já que a Diretriz Brasileira de Hipertensão, publicada em 2025, tornou obrigatória a medição domiciliar com aparelhos validados para confirmar o diagnóstico e monitorar o tratamento. A diretriz redefine metas de controle para pressão arterial abaixo de 13 por 8 e cria a categoria de pré-hipertensão, ampliando o número de pessoas que dependem de medições confiáveis para mais de 90 milhões no país.

O problema é que grande parte dos dispositivos vendidos online não possui registro na Anvisa, nem certificação de conformidade do Inmetro. Esses aparelhos não passam por testes rigorosos de qualidade, podendo apresentar sensores imprecisos e calibração instável. Isso pode gerar leituras erradas, levando pacientes a acreditar que sua pressão está controlada quando não está, ou ao contrário, causar pânico por valores falsamente altos.

O professor Décio Mion, da USP, alerta para os riscos: “O paciente com pressão alta não recebe tratamento, aumentando risco de infarto, AVC e falência renal; ou o paciente com pressão normal recebe medicação desnecessária podendo ter efeitos colaterais como quedas e desmaios”. Ele destaca que até 94% dos aparelhos no mercado não são validados clinicamente, e que idosos, pessoas de baixa renda e com menor escolaridade são os mais vulneráveis.

Além dos monitores de pressão, inaladores e nebulizadores piratas também ameaçam a saúde respiratória dos usuários, pois podem não garantir a correta transformação dos medicamentos, comprometendo a eficácia do tratamento.

No ambiente digital, esses produtos ilegais são difíceis de identificar, pois aparecem lado a lado com os homologados, com fotos profissionais e preços atraentes. Para evitar riscos, o professor recomenda buscar aparelhos com selo do Inmetro, preferir modelos de braço, verificar o tamanho correto da braçadeira e desconfiar de preços muito baixos ou dispositivos que prometem medir pressão sem manguito.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa, destacando a importância de adquirir equipamentos confiáveis para o cuidado domiciliar da saúde feminina e geral.

Conceito visual principal em 10 palavras: monitores, pressão, inaladores, dispositivos, saúde, e-commerce, risco, confiança, medição, tratamento.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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