O que seu número 2 revela sobre a saúde intestinal e prevenção do câncer
Entenda como observar o formato, cor e frequência das fezes pode ajudar no diagnóstico precoce
Observar o que seu “número 2” revela é uma prática essencial para a saúde intestinal e prevenção do câncer colorretal, segundo especialistas. Em 27 de março, Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, a campanha Março Azul reforça a importância da conscientização sobre essa doença, que é a segunda mais frequente entre homens e mulheres no Brasil.
A proctologista Geanna Resende, do Instituto Orion do Aparelho Digestivo, destaca que as características das fezes — formato, cor e frequência — são sinais vitais que o corpo envia. “As fezes ideais são do tipo Bristol 3 e 4, com formato cilíndrico, semelhante a uma banana ou salsicha”, explica. Fezes afiladas podem indicar problemas no reto ou canal anal, e são consideradas sintomas de alerta para o câncer de intestino.
A coloração também é importante: fezes acastanhadas, sem sangue ou muco, indicam saúde intestinal. Fezes enegrecidas, pastosas e com odor forte podem sinalizar sangramento no trato digestivo alto, enquanto sangue vermelho vivo nas fezes pode indicar origem no intestino grosso, reto ou doenças anais. Além disso, mudanças no hábito intestinal, como variações repentinas na frequência da evacuação, dores abdominais, perda de peso sem causa aparente e anemia, devem ser investigadas.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 53.810 novos casos de câncer colorretal no Brasil para cada ano do triênio 2026-2028, e projeta aumento de 10% nas mortes prematuras até 2030. Apesar da alta taxa de cura — superior a 90% quando detectado precocemente — cerca de 65% dos casos são diagnosticados tardiamente, o que reduz as chances de sobrevida. Por isso, a campanha Março Azul busca quebrar tabus e incentivar a prevenção.
A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda iniciar a prevenção por colonoscopia aos 45 anos para pessoas sem sintomas. Para quem tem histórico familiar, o rastreamento deve começar 10 anos antes da idade do diagnóstico do parente. Durante a colonoscopia, pólipos benignos podem ser removidos, prevenindo a evolução para câncer.
Além da vigilância, hábitos saudáveis são fundamentais para prevenir o câncer colorretal. A especialista Geanna Resende orienta: manter uma dieta rica em fibras (cerca de 25 gramas por dia), hidratar-se bem, evitar alimentos processados, embutidos, açúcares, farináceos e álcool, não fumar e praticar exercícios físicos regularmente. Ela ressalta que a prevenção deve começar desde a infância, com a introdução de alimentos saudáveis e estímulo à atividade física.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa, reforçando a importância de observar o “número 2” para cuidar da saúde intestinal e prevenir doenças graves como o câncer colorretal.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



