Mortes por água contaminada ultrapassam 1,4 milhão por ano no mundo

Microbiologia é essencial para identificar riscos invisíveis e garantir água segura

O acesso à água potável continua sendo um desafio global, e a microbiologia tem papel fundamental para garantir a segurança da água consumida diariamente. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1,4 milhão de pessoas morrem todos os anos no mundo por infecções relacionadas à água contaminada. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta mais de 340 mil internações anuais por doenças associadas à falta de saneamento básico, incluindo enfermidades de veiculação hídrica como diarreias, hepatite A e infecções gastrointestinais.

A microbiologia estuda organismos microscópicos como bactérias, vírus, fungos, protozoários e algas, que podem contaminar a água e causar doenças graves. Ana Paula Bohm, CEO da AquaVita – Laboratório de Análises, destaca que “muitas das doenças vêm da água imprópria”. Durante uma live no canal Micromeio, ela explicou que a presença de microrganismos como coliformes totais e Escherichia coli indica contaminação e pode revelar falhas no tratamento ou armazenamento da água. “Muitas vezes, essa água não possui cloro suficiente para eliminá-los”, alerta.

A contaminação pode ocorrer por falta de limpeza de reservatórios, infiltrações, tubulações comprometidas ou poluição do lençol freático. Ana Paula reforça que “a microbiologia não se revela pela aparência, a água pode estar contaminada mesmo quando parece própria para consumo”. Casos graves podem envolver hepatite, infecções intestinais e até câncer, especialmente em exposições prolongadas a contaminantes químicos.

Para garantir a qualidade da água, a análise microbiológica utiliza meios de cultura que favorecem o crescimento de microrganismos em laboratório, permitindo sua identificação e quantificação. O processo exige coleta adequada, transporte controlado e início das análises em até 24 horas para assegurar resultados confiáveis. Além do controle laboratorial, práticas como limpeza periódica de caixas d’água e o uso correto de agentes desinfetantes são essenciais. “Hoje o que realmente mata as bactérias de forma eficiente é o cloro”, afirma a especialista.

A legislação brasileira, por meio da Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde, determina que toda água destinada ao consumo humano deve passar por análises microbiológicas e físico-químicas, garantindo sua potabilidade. Ana Paula destaca que “mesmo utilizando água de concessionária, em um condomínio, por exemplo, precisa-se fazer uma análise e comprovar que a água está própria para consumo”, pois a contaminação pode ocorrer nos sistemas internos.

O monitoramento constante é fundamental, especialmente para fontes alternativas como poços, que devem ser analisados mensalmente devido ao risco de contaminação por resíduos descartados nas proximidades. Em casa, caso haja dúvida sobre a qualidade da água, a especialista recomenda optar por água mineral com gás, pois o CO₂ ajuda a impedir a proliferação de bactérias.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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