IBGE revela 1,1 milhão de adolescentes vítimas de violência sexual no Brasil

Pesquisa PeNSE 2024 mostra aumento e impacto da violência sexual entre jovens de 13 a 17 anos

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada recentemente pelo IBGE, trouxe dados preocupantes sobre violência sexual contra adolescentes entre 13 e 17 anos no Brasil. Segundo a pesquisa, 9% dos estudantes dessa faixa etária relataram já terem sido obrigados, ameaçados ou intimidados a manter relações sexuais, um aumento de 2,5 pontos percentuais em comparação com 2019. Quando considerados outros tipos de violência sexual, como toques e exposições forçadas, o índice chega a 18%, com as meninas sendo as mais impactadas, representando 26% dos casos.

No total, mais de 1,1 milhão de adolescentes já foram vítimas de violência sexual, e em 66% dos casos o crime ocorreu quando as vítimas tinham 13 anos ou menos. Esses dados evidenciam a gravidade da situação e a urgência de ações efetivas para proteção e apoio às vítimas.

Ana Nery, especialista em Gênero e Inclusão da Plan Brasil, comenta que “esses números precisam ser lidos para além da estatística. São vidas interrompidas. A violência sexual deixa marcas profundas no desenvolvimento de crianças e adolescentes, na saúde mental, na permanência escolar e no futuro.” Ela ressalta ainda que “no Brasil, esse crime ainda é naturalizado e que precisamos urgentemente de políticas públicas integradas, atenção ao tema nas escolas e uma rede de proteção que de fato chegue até essas crianças.”

A especialista destaca o impacto da violência sexual na vida escolar e no bem-estar das vítimas, afirmando que “as violências, nesses casos, se perpetuam. Ela repercute na saúde mental, no abandono da escola, na adolescência roubada.” Além disso, a PeNSE 2024 aponta que uma em cada quatro meninas sente que a vida não vale a pena ser vivida, um dado que deve ser analisado em conjunto com os índices de violência sexual.

Segundo Ana Nery, “não são dois problemas separados: são capítulos da mesma história. Quando uma menina sofre uma violência sexual e não encontra escuta, proteção e suporte, o impacto se multiplica. Ela perde o senso de segurança, de pertencimento e de futuro.” Por isso, a proteção das meninas deve estar no centro das políticas de educação, segurança, saúde e assistência social, para que elas possam crescer livres, seguras e respeitadas.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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