Diagnóstico precoce do autismo melhora trajetória escolar das crianças
Entenda como identificar sinais e garantir inclusão efetiva na escola desde cedo
Abril é o mês mundial de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), e dados recentes do Censo Escolar 2024 do INEP mostram que mais de 900 mil estudantes com TEA estão matriculados nas escolas brasileiras, um aumento de 44,4% em relação ao ano anterior. Esse crescimento reforça a importância do diagnóstico precoce para transformar a trajetória escolar dessas crianças, tornando a inclusão uma realidade efetiva.
Segundo Thalita Possmoser, Vice-Presidente Clínica da Genial Care, “quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as possibilidades de oferecer o suporte adequado”. Ela destaca que, sem essa identificação nos primeiros anos da educação infantil, a criança pode enfrentar dificuldades em comunicação, interação social e adaptação curricular, impactando negativamente sua experiência escolar.
A literatura científica confirma que a intervenção precoce é decisiva para o desenvolvimento de habilidades essenciais. Estudos indicam que crianças diagnosticadas antes dos 3 anos apresentam ganhos superiores em comunicação, autonomia e socialização, em comparação com aquelas diagnosticadas após os 6 anos.
Além disso, o diagnóstico não é apenas clínico, mas também influencia o acesso a direitos educacionais. “Sem essa identificação, a criança pode ter mais dificuldade para acessar atendimento educacional especializado, acompanhamento de mediadores e adaptações curriculares previstas em lei”, afirma Possmoser. Dados do IBGE e da Unicef apontam que cerca de 26% das pessoas com deficiência entre 0 e 14 anos ainda estão fora da escola, e a ausência ou atraso no diagnóstico contribui para essa exclusão.
No Brasil, a integração entre saúde e educação ainda enfrenta desafios. Muitas vezes, a escola identifica sinais, mas tem limitações para encaminhar a criança, enquanto a rede pública de saúde pode apresentar longos tempos de espera para avaliação. Isso prolonga o período sem suporte adequado, comprometendo o desenvolvimento da criança.
A escola tem papel fundamental na identificação precoce, principalmente na educação infantil. “Professores e coordenadores pedagógicos, quando capacitados, podem reconhecer sinais do TEA e orientar as famílias a buscar avaliação especializada”, destaca Possmoser. Entretanto, a formação dos educadores sobre neurodiversidade ainda é insuficiente, o que dificulta a aplicação de estratégias pedagógicas inclusivas.
Mesmo o diagnóstico tardio, na adolescência, pode trazer benefícios importantes, como o acesso a direitos e a compreensão de si mesmo. “Na adolescência, descobrir o TEA pode trazer alívio e novas referências, ao mesmo tempo em que evidencia desafios enfrentados ao longo do percurso”, explica a especialista.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



