Como franquias de moda escalam operações sem perder o controle logístico

Tecnologia e gestão integrada são essenciais para superar desafios nas redes de franquias de moda

O crescimento das franquias de moda no Brasil traz à tona um desafio crucial: como escalar operações sem perder o controle logístico? Marcos Pertile, sócio-diretor da rede Mapa da Mina Acessórios, especializada em semijoias, destaca que a falta de integração entre matriz e unidades gera perda de eficiência e dificulta a gestão de estoques, campanhas e estratégias comerciais.

No cenário atual, cada loja enfrenta realidades distintas. Por exemplo, um franqueado em Manaus pode aguardar 45 dias por mercadorias programadas pela matriz no Sul do país, sem considerar a complexidade da logística reversa e barreiras tributárias interestaduais. Em Salvador, outro franqueado enfrenta estoque parado, sem poder remanejá-lo para lojas com maior demanda, pois o sistema não permite trocas entre unidades. Essa fragmentação transforma a rede, que deveria funcionar como um organismo integrado, em uma “colcha de retalhos logísticos”.

Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, com mais de 200 mil operações franqueadas. Com essa escala, manter uniformidade operacional é um desafio crescente. Marcos Pertile explica que o equilíbrio é delicado: “Quando o controle é descentralizado, o franqueado compra produtos fora das especificações da rede. Quando a centralização é rígida, a matriz acumula estoques encalhados”.

Outro ponto crítico são as campanhas promocionais. Uma promoção nacional exige que todas as lojas recebam materiais no prazo e ajustem preços e visual merchandising. “A execução descentralizada produz resultados heterogêneos. Algumas lojas vendem acima da meta, outras nem imprimem os cartazes porque o arquivo chegou depois da data”, observa Marcos.

Além disso, a logística reversa, que inclui trocas e devoluções, é um “nó” para as redes. Sem fluxo estruturado, cada loja acumula problemas, enquanto a matriz perde visibilidade sobre a operação real. O modelo tradicional, baseado em estoque centralizado e distribuição reativa, gera estoques encalhados e prejuízos.

A solução passa por sistemas de gestão integrada que oferecem visibilidade em tempo real do estoque e desempenho de cada unidade. Isso permite ajustar produção, redistribuir mercadorias e planejar promoções com base no consumo real. A Mapa da Mina Acessórios, com mais de 50 unidades, já utiliza esse modelo, ampliando a agilidade e o controle.

Outro desafio é a complexidade tributária brasileira, com 27 legislações diferentes de ICMS, que encarecem e atrasam entregas. Redes sem gestão tributária integrada perdem dinheiro em cada nota fiscal.

Marcos Pertile conclui que “o equilíbrio está na tecnologia que permite enxergar a operação como um organismo único, sem engessar a capacidade de adaptação local”. Essa integração é fundamental para que as franquias de moda cresçam de forma sustentável, mantendo a identidade da marca e a eficiência operacional.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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