Psicólogo perinatal: quando o cuidado começa ainda no hospital

Entenda como a primeira consulta pode ajudar gestantes e puérperas desde a internação

Durante a gestação, parto e pós-parto, muitas mulheres enfrentam sentimentos difíceis como medo, tristeza, culpa e exaustão, mas nem sempre conseguem nomear essas emoções. A primeira consulta com um psicólogo perinatal pode ser fundamental para identificar essas sensações e oferecer suporte adequado. Segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, essa escuta inicial vai muito além de um simples “como você está?”. Ela destaca que “é preciso saber fazer as perguntas certas para não errar na queixa, objetivo, diagnóstico, prognóstico e intervenções”.

No Brasil, embora existam mais de 500 mil psicólogos registrados, menos de 1% têm formação em psicologia obstétrica perinatal, o que explica a baixa oferta desse cuidado. A Lei 14.721/2023 prevê assistência psicológica para gestantes, parturientes e puérperas, após avaliação do profissional de saúde, reforçando a importância desse acompanhamento.

A primeira consulta é uma oportunidade para o profissional montar um panorama da experiência da mulher, incluindo o contexto da gestação, o tipo de parto, a rede de apoio, rotina após o nascimento e histórico emocional. Perguntas sobre se a gravidez foi planejada, o apoio recebido do parceiro e da família, além da existência de outros filhos, são essenciais para entender a sobrecarga e o descanso da mãe. Também é importante abordar perdas anteriores, intercorrências na gestação ou parto e o início da relação com o bebê, especialmente em casos de prematuridade ou internação.

Um ponto relevante é que não é necessário esperar o sofrimento se agravar para buscar ajuda. Rafaela explica que o acompanhamento pode ser preventivo, ajudando a organizar o cuidado e identificar fatores de risco. Em situações como gestação de risco, parto difícil, falta de apoio ou internação do bebê, a escuta qualificada é ainda mais importante.

Além do consultório, o psicólogo perinatal pode atuar dentro do hospital, antes da alta da mãe ou do bebê. Nesses casos, o atendimento é feito em contatos mais curtos, no leito ou na maternidade, em diálogo com a equipe multiprofissional. Esse suporte é indicado em situações como notícias difíceis em exames, internação prolongada da gestante, hiperêmese gravídica, internação do recém-nascido, aborto espontâneo ou perda fetal.

Rafaela Schiavo ressalta que o profissional não precisa estar presente em todos os partos, mas pode acompanhar o pré-parto, avaliar a necessidade de suporte na cena do parto e seguir no pós-parto imediato. Essa abordagem integrada contribui para um cuidado mais completo e humanizado à saúde mental materna.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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