Outono traz aumento de doenças respiratórias; veja como se proteger

Queda de temperatura e ar seco favorecem infecções e alergias respiratórias na estação

Com a chegada do outono, a atenção para as doenças respiratórias deve ser redobrada. Segundo dados do Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, em 2025 o Brasil registrou mais de 120 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo que quase metade dessas ocorrências (48%) aconteceu entre abril e maio, período de pico da estação.

A queda brusca da temperatura e a redução da umidade do ar criam um ambiente propício para o surgimento de infecções e alergias respiratórias. A otorrinolaringologista Pauline Michelin, do Hospital São Marcelino Champagnat, explica que “a mucosa nasal tende a ficar ressecada, o muco se torna espesso e o transporte mucociliar, que é o sistema natural de limpeza dos seios da face, passa a operar de forma mais lenta”. Isso facilita crises alérgicas e a entrada de vírus respiratórios.

Além disso, o nariz entupido leva as pessoas a respirarem pela boca, o que pode ressecar a mucosa da garganta e aumentar o risco de inflamações e infecções. Entre as doenças mais comuns nessa época estão rinite, sinusite, faringite, resfriados, gripes, crises de asma e otite.

Para diferenciar esses quadros, é importante observar a evolução dos sintomas. A rinite alérgica, por exemplo, causa espirros, coceira e coriza clara, sem febre nem mal-estar. Já o resfriado dura de cinco a dez dias, com dor de garganta e mal-estar leve. A gripe tem início abrupto, sintomas intensos e febre alta. A sinusite apresenta nariz entupido, secreção espessa e sensação de pressão no rosto, podendo necessitar de antibióticos se persistir por mais de dez dias.

Um mito comum é a ideia de que o frio, por si só, causa infecções. Pauline esclarece que “o frio, isoladamente, não causa nenhuma infecção, pois a contração de uma gripe ou resfriado só ocorre quando o corpo entra em contato direto com um vírus”. O que acontece é que o frio leva as pessoas a ficarem em ambientes fechados, favorecendo a proliferação de microrganismos.

Alguns grupos são mais vulneráveis às complicações respiratórias, como idosos, crianças em creches e escolas, pacientes asmáticos e pessoas com inflamações nasais ou alterações anatômicas.

Para prevenção, a especialista recomenda medidas simples: beber bastante água para hidratar as vias respiratórias, realizar lavagem nasal com soro fisiológico para remover alérgenos e poluentes, manter ambientes ventilados e higienizar filtros de ar-condicionado. A vacinação contra a gripe é fundamental e deve ser feita antes do frio chegar. O uso de umidificadores deve ser controlado para evitar excesso de umidade, que favorece fungos e ácaros.

Por fim, a médica reforça a importância de procurar atendimento médico para tratar doenças respiratórias e evitar complicações.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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