Mitos e verdades sobre o mau hálito além da higiene bucal

Saiba como problemas respiratórios e amígdalas influenciam o odor desagradável

O mau hálito é um incômodo que vai além da simples questão estética, afetando a autoestima e as relações sociais. Muitas vezes, a primeira reação é intensificar a escovação ou atribuir o problema ao estômago, mas, segundo o otorrinolaringologista Henrique Furlan, essa associação é, na maioria dos casos, um mito. “As causas mais frequentes incluem a saburra lingual, doenças na gengiva e o acúmulo de placa bacteriana nos dentes”, explica o especialista. Essas condições favorecem a produção de gases com enxofre, responsáveis pelo odor característico da halitose.

Além da boca, problemas respiratórios podem ser a origem do mau hálito. Doenças como rinite e sinusite provocam o gotejamento pós-nasal, em que secreções escorrem pela garganta, alimentando bactérias e intensificando o odor desagradável. A respiração bucal, comum em casos de nariz entupido, resseca a mucosa oral, diminuindo a saliva que controla bactérias e neutraliza odores. “Quando a boca fica seca, a proliferação bacteriana aumenta drasticamente, agravando o mau hálito”, alerta Furlan.

Outro fator importante são os cáseos amigdalianos, pequenas bolinhas esbranquiçadas ou amareladas que se formam nas cavidades das amígdalas. Elas acumulam células, bactérias e muco, criando ambiente propício para a produção de compostos malcheirosos. Pacientes com cáseos relatam gosto ruim constante e sensação de corpo estranho na garganta. A higiene bucal completa, incluindo gargarejos com água morna e sal, pode ajudar a soltar essas bolinhas e reduzir a inflamação. Caso não seja suficiente, a remoção manual por um otorrinolaringologista é indicada.

É importante destacar que mascar chiclete não elimina o mau hálito. Embora chicletes sem açúcar estimulem a salivação temporariamente, eles não tratam a causa do problema. Chicletes com açúcar podem até piorar a halitose, pois alimentam as bactérias produtoras do odor.

Ao contrário do que muitos pensam, o mau hálito persistente não é sem solução. Se a higiene bucal está adequada e o odor continua, é essencial consultar um otorrinolaringologista para identificar causas respiratórias ou amigdalianas. Sintomas como congestão nasal, boca seca e amigdalites recorrentes são sinais de alerta.

Por fim, a amigdalectomia, ou remoção das amígdalas, não é o primeiro passo no tratamento. A medicina atual prioriza mudanças de hábitos e tratamentos clínicos, como higiene oral rigorosa, lavagem nasal e medicamentos para rinite ou sinusite. A cirurgia é considerada apenas em casos específicos e graves.

A prevenção é fundamental: manter o corpo hidratado, cuidar da saúde gengival, controlar alergias respiratórias e limpar a língua diariamente são medidas simples que ajudam a garantir um hálito saudável e o bem-estar geral.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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