Juros altos e apostas esportivas pressionam finanças das famílias brasileiras
Combinação eleva endividamento e reforça importância do planejamento financeiro
O cenário econômico brasileiro no início de 2026 mostra um desafio crescente para as finanças das famílias: a combinação de juros elevados e o avanço das apostas esportivas. A taxa Selic, projetada para permanecer em 12,50% ao ano até 2027, mantém o crédito caro, comprimindo a renda disponível. Paralelamente, o crescimento das apostas esportivas tem se tornado um fator decisivo no aumento do endividamento doméstico, superando pela primeira vez os tradicionais vilões como cartão de crédito e cheque especial.
Segundo dados da Mhydas Planejamento Financeiro, consultoria com mais de R$ 1 bilhão sob gestão, o desvio de recursos para apostas está acelerando a deterioração patrimonial das famílias brasileiras. O setor de varejo perdeu cerca de R$ 103 bilhões em 2025 devido à renda redirecionada para plataformas de apostas. Pesquisas do Instituto Locomotiva e da CNC indicam que mais de 50% dos apostadores retiraram dinheiro da poupança para continuar apostando, enquanto o percentual de endividados por causa das apostas saltou de 16% para 35%.
André Bobek, fundador da Mhydas, explica que “os juros altos já funcionam como um freio sistêmico, encarecendo o crédito e reduzindo a renda disponível”, mas o comportamento de risco associado às apostas, com expectativa de retorno negativo, agrava ainda mais a situação. Ele destaca que esse impacto é mais severo entre famílias com renda de até dois salários mínimos, onde os gastos com apostas chegam a superar despesas essenciais e lazer.
O especialista reforça que, apesar de variáveis macroeconômicas como Selic e inflação estarem fora do controle individual, a gestão do comportamento financeiro é fundamental para evitar uma crise mais profunda. A redução do consumo real por famílias endividadas afeta a produtividade das empresas e limita o crescimento econômico, projetado em 1,8% para 2026.
Diante desse cenário, a Mhydas Planejamento Financeiro enfatiza a importância do planejamento patrimonial e da educação financeira como ferramentas essenciais para proteger a qualidade de vida e o patrimônio das famílias. Bobek alerta que o planejamento não se resume a cortar gastos, mas sim a garantir que o patrimônio construído não seja consumido por ciclos de endividamento de curto prazo.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



