Câncer de colo do útero: 4 sinais que toda mulher deve conhecer
Identificar sintomas precoces é fundamental para prevenção e tratamento eficaz da doença
No Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero, celebrado em 26 de março, é importante reforçar a atenção aos sinais que podem indicar a presença dessa doença. Apesar de ser altamente prevenível, o câncer de colo do útero ainda está entre os tumores mais frequentes no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para o triênio 2026-2028, a estimativa é de 19.310 novos casos por ano, o que representa uma incidência de 17,8 a cada 100 mil mulheres. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que este câncer é o quarto mais comum entre mulheres no mundo, com cerca de 660 mil diagnósticos anuais.
A ginecologista Dra. Larissa Matsumoto, especialista em Reprodução Humana da Clínica VidaBemVinda (SP), destaca que o câncer de colo do útero apresenta alto potencial de cura quando detectado precocemente. Ela reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular, da vacinação contra HPV e da atenção aos sintomas da doença.
Confira os quatro sinais de atenção que não devem ser ignorados:
1. Sangramento fora do período menstrual: sangrar após relação sexual, entre ciclos ou depois da menopausa pode ser um dos primeiros sinais. Em estágios mais avançados, a paciente pode sentir dores pélvicas contínuas.
2. Secreção vaginal diferente do habitual: corrimento com odor forte, coloração amarelada, escurecida ou com presença de sangue fora da menstruação deve ser investigado.
3. Dor durante a relação sexual: desconforto ou dor profunda podem estar relacionados ao tumor, que causa inflamação e sensibilidade no colo do útero.
4. Cólicas persistentes: dor na parte inferior do abdômen, sensação de pressão ou desconforto contínuo na pelve que não estejam relacionados apenas ao período menstrual.
Além disso, mulheres que desejam engravidar devem procurar um especialista em medicina reprodutiva antes de iniciar o tratamento oncológico. O tratamento pode afetar a reserva ovariana e o endométrio, especialmente se houver indicação de radioterapia, comprometendo a fertilidade. “Quando o diagnóstico é feito em fase inicial e há condições para planejamento reprodutivo, estimulamos os ovários da paciente para coletar seus óvulos e congelá-los. Após a cura do câncer, esses óvulos podem ser fertilizados in vitro, permitindo a gravidez mesmo que a reserva ovariana tenha sido comprometida”, explica Dra. Larissa.
O tratamento do câncer de colo do útero varia conforme o estágio do tumor, idade e estado geral da paciente. As principais opções incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia, que podem ser aplicadas isoladamente ou em combinação.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa, reforçando a importância da prevenção, diagnóstico precoce e o cuidado integral da saúde da mulher.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



