Brasil pode registrar até 100 mil casos anuais de cânceres urológicos até 2028

INCA alerta para crescimento de tumores em próstata, bexiga, rim e testículo; diagnóstico precoce é fundamental

O Brasil deve registrar quase 100 mil novos casos anuais de cânceres urológicos em homens até 2028, segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028. Entre os tumores mais comuns estão os de próstata, bexiga, rim e testículo, que exigem atenção especial para o diagnóstico precoce, fundamental para aumentar as chances de cura.

O câncer de próstata lidera as estatísticas, com estimativa de 77.920 novos casos por ano. “Estamos falando de doenças que, em muitos casos, têm alto potencial de cura quando identificadas precocemente”, afirma o urologista e uro-oncologista Luís César Zaccaro. O especialista destaca que o tumor tem forte relação com o envelhecimento, predisposição genética e maior detecção por exames. O acompanhamento regular, especialmente após os 50 anos ou antes em grupos de risco, é essencial para identificar alterações iniciais por meio do exame clínico e do PSA.

O câncer de bexiga aparece em seguida, com cerca de 9 mil casos anuais em homens, e está fortemente associado ao tabagismo, responsável por 50% a 70% dos casos. Exposições ocupacionais a substâncias químicas também aumentam o risco. O principal sinal de alerta é a presença de sangue na urina, mesmo sem dor. Zaccaro reforça que “esse sintoma nunca deve ser ignorado” e que a investigação rápida aumenta as chances de controle da doença.

Já o câncer de rim, com aproximadamente 6,5 mil a 7 mil casos anuais, é frequentemente diagnosticado de forma incidental, em exames realizados por outros motivos. Fatores como obesidade, hipertensão e tabagismo contribuem para o risco. O especialista ressalta que “controlar o peso, a pressão arterial e abandonar o cigarro são medidas que reduzem o risco de tumores renais e não apenas das doenças cardiovasculares”.

Embora menos frequente, o câncer de testículo é o tumor sólido mais comum em homens jovens, com cerca de 1,8 mil novos diagnósticos por ano. Apresenta altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente. Alterações como aumento de volume, endurecimento ou dor testicular devem ser avaliadas rapidamente, conforme orienta o médico.

De modo geral, a prevenção envolve hábitos saudáveis e atenção aos sinais do corpo. Entre as recomendações estão evitar o tabagismo, manter alimentação equilibrada, controlar doenças crônicas, praticar atividades físicas e realizar acompanhamento médico regular. “Mais do que tratar, precisamos antecipar. A informação ainda é uma das ferramentas mais eficazes para reduzir o impacto desses tumores”, conclui Luís César Zaccaro.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

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EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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