Obesidade grave e menopausa intensa elevam risco de perda cognitiva em mulheres

Estudo latino-americano destaca impacto do IMC elevado e sintomas severos no cérebro pós-menopausa

Um estudo recente realizado em nove países da América Latina revelou que a combinação de obesidade grave e sintomas intensos da menopausa está associada a um risco maior de perda cognitiva em mulheres no período pós-menopausa. A pesquisa, publicada em 2025 na revista científica Climacteric, avaliou 722 mulheres com média de idade de 56 anos, utilizando o teste Montreal Cognitive Assessment (MoCA), que rastreia alterações na memória, atenção e raciocínio.

Os resultados indicaram que mulheres com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 35 kg/m² apresentaram mais que o dobro do risco de comprometimento cognitivo. Além disso, sintomas menopausais severos também duplicaram essa probabilidade. Entre as participantes com dificuldades cognitivas, foram observados fatores como maior número de filhos, menor escolaridade, menos prática de atividade física, mais doenças associadas e menor uso prévio de terapia hormonal da menopausa.

A médica e pesquisadora Fabiane Berta, mestranda em climatério, destaca a importância de compreender a menopausa de forma integral. Segundo ela, “muitas mulheres relatam dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes e sensação de lentidão no raciocínio. Isso não é frescura nem exagero, pois o cérebro também sente a queda hormonal”. Ela ainda ressalta que o excesso de peso agrava esse quadro, pois o tecido adiposo produz substâncias inflamatórias que podem afetar o funcionamento cerebral e os vasos sanguíneos.

Embora o estudo não estabeleça uma relação direta de causa e efeito, ele reforça a necessidade de cuidar da saúde metabólica e cerebral durante a menopausa. Fabiane Berta recomenda o controle do peso, a prática regular de exercícios físicos, o tratamento dos sintomas intensos e a avaliação da terapia hormonal quando indicada. Ela também enfatiza o papel da educação e do estímulo intelectual para a reserva cognitiva, que protege o cérebro.

O estudo tem relevância especial para o Brasil, pois traz dados de mulheres latino-americanas com realidades sociais semelhantes às brasileiras. A especialista provoca: “São nove países analisados e o Brasil não está entre eles. Onde estão os nossos dados? Onde está a menopausa brasileira nas grandes pesquisas? Se não produzimos informação sobre as nossas mulheres, continuaremos importando respostas para perguntas que talvez nem estejam sendo feitas aqui.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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