Violência digital atinge 9 milhões de brasileiras e preocupa empresas
Cibersegurança para mulheres em cargos de liderança vira prioridade corporativa
No Mês da Mulher, um dado alarmante chama atenção para a violência digital no Brasil: quase 9 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de agressão online em 2025. Esse número representa uma em cada dez mulheres com 16 anos ou mais e inclui ameaças, assédio, invasão de contas, vazamento de dados e manipulação de imagens. A violência digital, que antes era vista como um problema individual, agora é reconhecida também como um risco corporativo e de segurança da informação.
Segundo especialistas da OSTEC, empresa referência nacional em cibersegurança, os ataques contra mulheres evoluíram em sofisticação. Jardel Torres, sócio e diretor comercial da OSTEC, explica que “os ataques contra mulheres evoluíram tecnicamente e hoje envolvem engenharia social direcionada, campanhas coordenadas de difamação e exploração estratégica de informações pessoais disponíveis nas redes”. Ele destaca ainda que “quando a vítima ocupa uma posição de liderança, o ataque deixa de ser apenas individual e passa a ser também corporativo”.
Muitas vezes, a violência começa em redes sociais pessoais e avança para tentativas de invasão de e-mails corporativos, sequestro de perfis profissionais e até fraudes financeiras. Executivas, empreendedoras e porta-vozes de marcas são os principais alvos, especialmente aquelas com presença ativa online. Fabio Brodbeck, Chief Growth Officer da OSTEC, alerta que “uma simples informação pública pode ser suficiente para estruturar um golpe convincente” e que empresas que ignoram esse risco “estão deixando uma porta aberta para incidentes graves”.
Além do impacto financeiro, a violência digital afeta a reputação e a saúde mental das vítimas, podendo levar ao afastamento de ambientes digitais e à redução da participação feminina em espaços públicos e corporativos. Por isso, a segurança digital precisa entrar na pauta de governança das empresas, integrando estratégias de ESG, compliance e gestão de riscos.
Jardel Torres reforça que “não existe transformação digital segura se ignorarmos o fator humano. Proteger mulheres no ambiente digital é também proteger ativos estratégicos das empresas. Segurança da informação precisa dialogar com diversidade, cultura organizacional e liderança”. Thaís Carolina Souza, da equipe de Marketing da OSTEC, destaca a importância da prevenção: “É fundamental revisar configurações de privacidade, ativar autenticação em dois fatores e desconfiar de contatos que criem senso de urgência. Segurança não pode ser reativa, precisa ser preventiva, principalmente para mulheres em posições estratégicas”.
Com a digitalização acelerada das relações pessoais e profissionais, a tendência é que os casos de violência online aumentem. Fabio Brodbeck ressalta que o tema “deve deixar de ser tratado como pauta pontual de março para ser contínua”, pois “a violência digital acompanha o crescimento da presença feminina em cargos de liderança e em espaços de influência”. Para ampliar a participação feminina, as empresas precisam garantir um ambiente digital seguro, investindo continuamente em prevenção e resposta.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



