Páscoa 2026: preços de chocolates e itens tradicionais sobem acima da inflação
Cesta típica da Páscoa acumulou alta de 50,75% em cinco anos, aponta levantamento da Rico
A Páscoa é uma das datas mais esperadas pelos brasileiros, especialmente para quem aprecia chocolates e alimentos típicos da época. No entanto, a comemoração em 2026 traz um desafio para o bolso: os preços dos itens tradicionais da cesta de Páscoa subiram quase o dobro da inflação oficial do país nos últimos cinco anos. Segundo levantamento da Rico, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, a cesta típica da data acumulou alta de 50,75%, enquanto o IPCA — índice oficial de inflação ao consumidor — registrou aumento de 33,13% no mesmo período.
Maria Giulia Figueiredo, analista de research da Rico, explica que “nos últimos cinco anos, os principais itens consumidos na Páscoa tiveram aumentos bem acima da inflação média do país. Isso mostra que, embora os preços tenham subido de forma geral na economia, os produtos tradicionalmente associados à data ficaram ainda mais caros para o consumidor”.
Ao detalhar os produtos, o chocolate foi o que mais pressionou o bolso, com alta acumulada de 85,10% no chocolate em pó e 78,44% no chocolate em barra e bombons. O açúcar, insumo fundamental para a produção desses doces, também teve aumentos significativos: o açúcar refinado subiu 57,51% e o cristal 34% em cinco anos. Maria Giulia ressalta que essas altas foram causadas por “uma combinação de fatores climáticos, logísticos e estruturais que afetaram a oferta global e pressionaram as cotações ao longo dos últimos anos”.
Apesar desse cenário, a inflação da cesta de Páscoa mostra sinais de desaceleração. Nos 12 meses até janeiro de 2026, a alta foi de 2,51%, abaixo do IPCA de 4,44%. Produtos como o azeite de oliva tiveram queda expressiva de 22,76% no último ano, após melhora nas safras europeias e recuperação da produção. Açúcares cristal e refinado também registraram queda nos preços nesse período.
A analista destaca que essa desaceleração está ligada a fatores macroeconômicos, como “a política monetária restritiva, com a taxa de juros em 15%, além da apreciação cambial observada desde o ano passado e da maior oferta global de alguns alimentos”.
Outro ponto importante é que, mesmo com a queda do preço internacional do cacau em 2025, o preço do chocolate no Brasil continuou subindo devido à defasagem no repasse de custos e aos altos custos logísticos e de embalagens, especialmente em um período de forte demanda como a Páscoa.
Além das variações de preços, a sazonalidade também influencia o aumento dos valores, pois a demanda por chocolates, balas e açúcar cresce nos meses que antecedem a data, gerando ajustes por fabricantes e varejistas.
Para quem deseja celebrar sem comprometer o orçamento, a Rico recomenda planejamento financeiro, pesquisa e escolhas conscientes. A educadora financeira Thaisa Durso sugere comparar preços, planejar os gastos e avaliar o custo-benefício dos produtos. Alternativas como chocolates artesanais ou lembranças personalizadas também podem ser opções para manter o significado da celebração com economia.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Rico.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



